Tremendão e Gigante Gentil: entenda os apelidos que Erasmo Carlos recebeu

O cantor e compositor Erasmo Carlos, ao longo de sua carreira, recebeu alguns apelidos que se tornaram quase sinônimos ou extensões do seu próprio nome. Tremendão, Gigante Gentil... O artista morreu nesta terça-feira, dia 22, aos 81 anos.

Em entrevista, Erasmo explicou na época em que lançava o álbum "Gigante Gentil", em 2014, que o nome se tratava de um apelido que recebeu nos anos 70. O nome do lançamento da época unia o apelido (literal, já que ele tinha 1,93m de altura) com a forma que decidiu responder aos ataques que recebeu na internet:

— Já tive altos e baixos na minha carreira. Mas não me abato. O sol pode ficar sem aparecer, mas está sempre lá, brilhando — contou ao EXTRA, em 2014.

Já o apelido "Tremendão", Erasmo explicou, por meio de uma mensagem nas redes sociais ainda em 2012, que tinha relação com sua grife de roupas e produtos da época da Jovem Guarda, nos anos 1960.

"O meu apelido 'Tremendão' vem do nome da grife de produtos para a juventude (calças, coletes, chapéus etc) que eu tinha nos anos 60", escreveu ele na época.

E ambos os apelidos deram origem a nomes de discos do cantor e compositor. Além de "Gingante Gentil", de 2014, "O Tremendão" foi lançado em 1967.

Em 1964, Erasmo teve seu primeiro grande sucesso, “Festa de arromba”, escrita com Roberto Carlos – assim como “Quero que vá tudo pro inferno”, gravada por Roberto e que se tornou o hino da jovem guarda, o movimento que começou em 1965, quando eles estrearam, na TV Record de São Paulo, juntamente com Wanderléia, o programa dominical de mesmo nome – um sucesso avassalador desde a primeira edição.