Três meninos desaparecidos em Belford Roxo podem ter sido pegos roubando um pássaro, diz delegado

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Polícia investiga desaparecimento de Lucas Matheus, de 8 anos, Alexandre da Silva, de 10 anos, e Fernando Henrique, de 11 anos (Foto: Reprodução)
Polícia investiga desaparecimento de Lucas Matheus, de 8 anos, Alexandre da Silva, de 10 anos, e Fernando Henrique, de 11 anos (Foto: Reprodução)
  • Linha de investigação da Polícia Civil é que meninos foram pegos roubando pássaro de traficante

  • Delegado alega que polícia não vai parar de investigar até elucidar o caso

  • Meninos estão desaparecidos desde dezembro de 2020

Após uma operação contra o tráfico no Complexo do Castelar, com 16 presos, a polícia ainda não sabe onde estão os três meninos desaparecidos em Belford Roxo. No entanto, segundo o delegado responsável, eles têm uma linha de investigação: as crianças teriam sido pegas roubando um pássaro, cujo dono era um traficante.

A informação foi revelada pelo delegado Uriel Alcântara, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, durante entrevista coletiva. “Teria uma suposta ação das crianças que gerou essa reação do tráfico: uma subtração de um pássaro de um determinado traficante”, explicou.

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Segundo o delegado, no dia 27 de dezembro, Lucas Matheus, de 8 anos, Alexandre da Silva, de 10 anos, e Fernando Henrique, de 11 anos, estavam indo para a Feira da Areia Branca, onde há barracas de venda de animais.

O diretor das Delegacias de Homicídio, Roberto Cardoso, elogiou a operação desta sexta-feira (21) e afirmou que a Polícia Civil não vai descansar “enquanto não conseguir esclarecer esse fato”. “Existem elementos que não podem ser divulgados, porque podem prejudicar a investigação”, apontou.

De acordo com a investigação, o tráfico usava moradores do Complexo do Castelar para atrapalhar as investigações. O homem que foi apontado como responsável pelo sumiço dos três meninos foi torturado e teve uma orelha arrancada a dentadas. Ele teve de deixar o local por ordem dos traficantes, segundo a política.

A tortura chegou a ser divulgada nas redes sociais, antes que a orelha fosse decepada. De acordo com Uriel Alcântara, o episódio aconteceu logo que as crianças desapareceram. “A gente instaurou um inquérito para que isso fosse apurado. Alguns responsáveis pela tortura foram identificados”, disse.

A polícia fala ainda sobre um suposto “tribunal do tráfico”. “Além desse exemplo da tortura ao morador, o tráfico pega, prende, sentencia e executa na mesma hora. Isso é uma prática reiterada nas comunidades dominadas pela facção criminosa que atua naquela localidade”, afirmou o delegado Felipe Curi, diretor do Departamento-Geral de Polícia Especializada.

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