Tribunal arquiva processo, mas Palmeiras tem novas provas

Jogadores do Palmeiras reclamam com arbitragem da final do Paulistão (Gazeta Press)

A tarde de segunda (23) teve novidades em relação ao caso da possível interferência externa na mudança da marcação do pênalti de Ralf em Dudu na final do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Corinthians. Se por um lado, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo afirmou o processo está arquivado, reportagens revelaram que o Palmeiras tem novas provas.

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Arquivamento do processo

Antes do julgamento dos jogadores envolvidos em confusão na primeira partida da final, o procurador responsável pela investigação, Marcelo Monteiro, deu uma entrevista coletiva e afirmou que o processo seria arquivado por falta de provas materiais de interferência externa.

Monteiro disse que ouviu na mídia que o Palmeiras tinha contratado uma empresa para investigar o caso, mas que não havia nada produzido por uma empresa privada nos autos. E completou afirmando que se o clube e a empresa acharem novas provas, uma nova investigação pode ser iniciada.

Falando de novas provas…

Antes de Monteiro dar sua entrevista, reportagens de UOL Esporte e Globo Esporte revelaram partes fundamentais do relatório feito pela Kroll, uma das principais empresas de investigação particular do mundo.

Inicialmente, o UOL Esporte revelou que imagens mostram Marcio Verri Brandão, membro da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, usando o celular à beira do gramado, algo que não é permitido, no momento em que Dudu já estava com a bola aguardando para cobrar o pênalti.

Pouco tempo depois, a reportagem do Globo Esporte trouxe outro ponto alegado pelo Palmeiras. Uma imagem do canal próprio do clube mostra Ivan Grava, médico do Corinthians, com a mão no ouvido. O relatório alega que Grava estaria usando um ponto eletrônico, algo que o médico negou.

Segundo o UOL Esporte, as imagens já teriam sido adicionadas ao processo que foi arquivado, mas que o material não havia sido tratado para evidenciar os sinais de interferência externa.

Como o processo foi arquivado, o Palmeiras tem dois dias para pedir a impugnação da partida a partir desta segunda caso não queira depender totalmente da procuradoria do Tribunal.