Tribunal condena 27 pessoas à prisão perpétua por tentativa de golpe na Turquia em 2016

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Policiais diante de tribunal em Ancara, em 26 de novembro de 2020

Um tribunal da Turquia condenou nesta quinta-feira 27 pessoas, a maioria oficiais e pilotos, à prisão perpétua pela tentativa de golpe de Estado de 2016 contra o presidente Recep Tayyip Erdogan.

Todos foram declarados culpados de "tentativa de derrubar a ordem constitucional, tentativa de assassinato do presidente e homicídios voluntários", segundo uma correspondente da AFP.

Entre as pessoas condenadas estão pilotos que bombardearam áreas emblemáticas da capital Ancara, como o Parlamento, e oficiais que lideraram a intentona a partir da base militar de Akinci.

Quatro civis, incluindo o empresário Kemal Batmaz, foram condenados a 79 sentenças de prisão perpétua com agravante.

A pena de prisão perpétua "com agravante" inclui condições mais rígidas de detenção e substituiu no código penal turco a pena de morte, abolida em 2004.

No total, 475 pessoas eram julgadas no processo, considerado o mais importante sobre a tentativa frustrada de golpe da madrugada de 15 para 16 de julho de 2016

Erdogan acusa o pregador Fethullah Gülen de ter planejado o golpe, mas este - um ex-aliado do presidente turco que mora nos Estados Unidos - nega qualquer envolvimento.

Desde a tentativa de golpe de Estado, as autoridades perseguem de forma incessante os partidários de Gülen e organizaram expurgos sem precedentes na história moderna da Turquia.

Dezenas de milhares de pessoas foram detidas e mais de 140.000 foram demitidas ou suspensas de seus cargos ou funções.

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