Tribunal dos EUA aprova plano de restruturação da Latam para sair da recuperação judicial

A companhia aérea chileno-brasileira Latam teve seu plano de reestruturação para sair definitivamente da recuperação judicial aprovado pela Justiça americana.

"Estamos muito satisfeitos com a confirmação do nosso plano de reestruturação pelo juiz. Este é um passo muito importante no processo para sair do Capítulo 11 (da lei de recuperação judicial americana) e continuaremos trabalhando duro para concluir as etapas restantes nos próximos meses", disse CEO da companhia aérea, Roberto Alvo, em nota.

Indicadores: Brasil tem retrocesso de até três décadas na economia, na educação e no meio ambiente

Chique: Aeroporto de Guarulhos terá terminal VIP para ricos

Viracopos: Devolução amigável da concessão do aeroporto pode virar guerra judicial

Aeroportos: TCU dá sinal verde à concessão de Congonhas e outros 14 terminais

"Isso inclui os US$ 5,4 bilhões de financiamento apoiados pelos principais acionistas (Delta Air Lines, Qatar Airways e Grupo Cueto) e os principais credores da Latam", explicou a empresa no comunicado.

Dessa forma, a Latam planeja sair do processo de falência nos Estados Unidos no segundo semestre de 2022.

Veja lista dos 10 mais: Aeroporto no Qatar leva prêmio de melhor do mundo e desbanca Changi, de Cingapura

O financiamento do capital necessário para cumprir o plano de reorganização advém de aumento de capital, emissão de títulos conversíveis e novas dívidas, detalhou a aérea.

Na última segunda-feira, dia 13, a companhia aérea anunciou a assinatura de uma série de cartas de compromisso de financiamento que assegurariam o montante necessário para a sua saída da recuperação judicial nos Estados Unidos. A Latam informou que faria uma nova emissão de dívida de US$ 2,25 bilhões e teria uma linha de crédito de US$ 500 milhões.

A Latam tem subsidiárias em Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Estados Unidos.

Congonhas: Com leilão marcado, veja os principais grupos que devem disputar o aeroporto

Entenda o caso

Em maio de 2020, meses após as restrições sanitárias mundiais devido à expansão da pandemia de coronavírus, a companhia aérea entrou com pedido de recuperação judicial nos EUA após suspender quase completamente suas atividades.

Em novembro de 2021, a Latam destinou mais de US$ 8 bilhões para lidar com as dívidas declaradas beneficiadas pelo Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA (que corresponde a lei de recuperação fiscal brasileira), que permite que uma empresa que não esteja em condições de pagar suas dívidas se reestruture sem pressão dos credores .

Tem dívida? Cuidado, até sua geladeira pode ser penhorada

A empresa — criada em 2012, após a fusão da chilena LAN e da brasileira TAM — operava 1.400 voos diários para 145 destinos em 26 países antes da pandemia. Em maio de 2020 sua operação foi reduzida em mais de 95%.

Em seguida, a companhia aérea demitiu cerca de 12.600 trabalhadores, mantendo cerca de 30.000 e em junho de 2020 anunciou o fechamento de sua subsidiária na Argentina após 15 anos de operações.

Em março de 2022, durante a apresentação dos resultados anuais de 2021, a LATAM anunciou que suas operações “atingiram 63,5% dos níveis de 2019 durante o (quarto) trimestre” do ano passado.

A companhia também anunciou uma queda de receita de 51% em 2021 em relação a 2019, o último ano antes da pandemia atingir o setor de aviação. A receita total da empresa no ano passado atingiu US$ 5 bilhões.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos