Tribunal dos EUA rejeita recurso contra extradição de supostos cúmplices de Ghosn

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O ex-chefe da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, fugiu do Japão em dezembro de 2019

Um tribunal dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira (11) um recurso final para atrasar a extradição para o Japão de dois americanos acusados de ajudar o ex-chefe da Renault-Nissan Carlos Ghosn a fugir do país asiático.

Michael Taylor e seu filho Peter Taylor foram presos em maio de 2020 depois que o Japão emitiu um mandado de prisão.

Os documentos do tribunal afirmam que os dois homens entraram com uma "moção de emergência para suspender sua entrega e extradição para o Japão".

Um painel de três juízes de um tribunal de apelações em Boston decidiu nesta quinta-feira que os Taylors "não podiam demonstrar uma probabilidade de sucesso" em seu desafio e, "de forma mais geral, eles não foram capazes de mostrar que uma suspensão é desejável".

A petição visava obter mais tempo para montar uma nova contestação contra a decisão judicial emitida no final de janeiro que deu luz verde para sua extradição.

A decisão concluiu que os Taylor não apresentaram argumentos suficientemente fortes para sua alegação de que seriam submetidos a condições próximas à tortura em uma prisão japonesa.

Tóquio acusou os Taylors, junto com o libanês George-Antoine Zayek, de ajudar Ghosn a escapar da justiça ao fugir do país em 29 de dezembro de 2019, enquanto aguardava um julgamento por crime fiscal.

Peter Taylor foi preso em Boston quando tentava deixar o país rumo ao Líbano, onde Ghosn se refugiou e onde não existe tratado de extradição.

Ele e seu pai Michael, um ex-membro das forças especiais dos Estados Unidos que se tornou contratante de segurança privada, foram presos enquanto aguardavam a audiência de extradição sob o argumento de que havia risco de fuga.

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