Tribunal egípcio condena líder da Irmandade Muçulmana e 682 islamitas à morte

Egípcios reagem em frentea tribunal de Minya no dia 28 de abril de 2014

O líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e outros 682 réus islamitas considerados leais ao presidente destituído Mohamed Mursi foram condenados à morte nesta segunda-feira por um tribunal egípcio.

O mesmo tribunal da cidade de Minya, centro do Egito, comutou 492 das 529 penas de morte anunciadas em março por penas de prisão perpétua.

Os condenados foram julgados por participação em manifestações violentas em Minya em 14 de agosto de 2013, mesmo dia em que mais de 700 partidários de Mursi morreram em protestos violentamente reprimidos no Cairo.

Várias mulheres que aguardavam o veredicto nas proximidades do tribunal desmaiaram ao tomar conhecimento da sentença.

Entre os 683 condenados nesta segunda-feira, apenas 50 estão detidos. Os demais estão em liberdade sob fiança ou são considerados foragidos.

Mohamed Badie, líder da Irmandade Muçulmana, fundada há 85 anos no Egito e movimento que venceu todas as eleições organizadas desde a queda de Hosni Mubarak no início de 2011, tem outros julgamentos abertos, nos quais também pode ser condenado à pena de morte.

Os 37 condenados à morte do primeiro julgamento devem aguardar agora que o grande mufti do Egito, a principal autoridade religiosa do país, confirme ou anule a sentença, como determina o procedimento jurídico egípcio.