Tribunal de Mianmar prende celebridades que apoiaram protestos pela democracia

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Lema escrito em rua de Rangum, em Mianmar

(Reuters) - Um tribunal de Mianmar condenou três celebridades do país a 3 anos de prisão cada, nesta quinta-feira, por suas participações em protestos contra o golpe de Estado de fevereiro, noticiou a imprensa local.

Os militares derrubaram um governo eleito liderado por Aung San Suu Kyi em 1º de fevereiro, provocando turbulência e protestos que ainda não acabaram.

Nos primeiros dias dos protestos, grandes multidões se reuniram em cidades e vilas, com muitos atores e cantores utilizando as redes sociais para expressar seu apoio e alguns discursando em comícios.

Entre os participantes estava o conhecido casal de atores Pyay Ti Oo e Eaindra Kyaw Zin, ambos presos em abril e acusados conforme um artigo do código penal que proíbe disseminação de dissidências.

Um tribunal da principal cidade de Mianmar, Rangum, os condenou a 3 anos de prisão com trabalhos forçados, segundo a agência de notícias Mizzima e o serviço de língua birmanesa da BBC.

A Reuters não conseguiu entrar em contato com o tribunal ou com os advogados do casal para comentar o assunto. Um porta-voz da junta militar não respondeu a uma ligação pedindo comentários.

O famoso ator e diretor Lu Min recebeu a mesma sentença pelas mesmas acusações, noticiaram Mizzima e BBC. A Reuters não conseguiu entrar em contato com seu advogado.

Outra celebridade, o modelo Paing Takhon, foi condenado na segunda-feira a 3 anos de prisão com trabalhos forçados, de acordo com seu advogado.

(Redação Reuters)

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