Tribunal do Paquistão ordena libertação de condenado pela morte de jornalista dos EUA

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O britânico Ahmed Omar Saeed Sheikh (fotografado algemado em 29 de março de 2002), condenado à morte pelo assassinato do jornalista americano Daniel Pearl, teve sua soltura ordenada por um tribunal paquistanês

Um tribunal paquistanês ordenou nesta quinta-feira (24) a libertação do extremista paquistanês-britânico condenado pelo assassinato do jornalista americano Daniel Pearl, sequestrado e decapitado em Carachi em 2002.

A decisão é do Tribunal Superior da província de Sindh, que meses atrás anulou a sentença de morte de Ahmed Omar Saeed Sheikh e absolveu três outros homens anteriormente condenados.

Um apelo ao Tribunal Supremo do Paquistão para contestar as absolvições atrasou a soltura. Agora o tribunal concluiu que "não há razão válida para privá-los de sua liberdade", segundo Mahmood Sheikh, que representa Sheikh e seus co-réus. Eles podem ser soltos hoje ou nas próximas 24 horas.

Ahmed Omar Saeed Sheikh, um jihadista que estudou na prestigiosa London School of Economics, já era conhecido por sequestrar estrangeiros quando foi preso e posteriormente condenado à morte pelo assassinato de Daniel Pearl.

O jornalista tinha 38 anos e era correspondente do The Wall Street Journal quando morreu em fevereiro de 2002. Uma investigação independente determinou em 2011 que a justiça paquistanesa estava errada, já que os quatro condenados pelo homicídio sequer estavam presentes durante sua execução.

Segundo Asra Nomani, que liderou a investigação, o autor do crime foi Khaled Sheikh Mohammed, o autoproclamado mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Capturado em 2003, Mohammed está detido na prisão americana de Guantánamo. Uma psicóloga que o interrogou afirmou que ele lhe confessou que tinha decapitado o jornalista.

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