Tribunal peruano concede liberdade sob fiança a Keiko Fujimori

(2018) Apoiadores do ex-presidente peruano Alberto Fujimori manifestam-se em Lima

Um tribunal de apelação peruano liberou nesta quinta-feira o líder da oposição Keiko Fujimori sob fiança, em prisão preventiva há três meses por suposto envolvimento no escândalo de corrupção da Odebrecht, informou o judiciário.

"A Segunda Câmara Nacional de Apelações Criminais Especializada em Crimes Organizados impõe um mandato restritivo a Keiko Fujimori Higuchi, mediante o pagamento de uma garantia econômica de 70.000 soles (cerca de R$ 100.000) em cinco dias úteis", afirmou o Poder Judiciário em Twitter.

A filha mais velha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e duas vezes candidata à presidência havia solicitado recentemente a liberação de sua prisão preventiva devido ao risco de contrair o coronavírus na prisão de Chorrillos, em Lima, onde está detida desde 29 de janeiro.

A ordem de liberação foi decidida por uma apelação que havia sido anteriormente apresentada por sua advogada Guilliana Loza, o que implica que continuará sendo investigada pelo Ministério Público antes de ser levada a julgamento.

"Acabamos de ser notificados de que o Judiciário revogou a prisão preventiva de Keiko. Graças a Deus por esta oportunidade de viver e cuidar de sua família", disse Loza no Twitter.

Além de Keiko Fujimori, 44 anos, mãe de duas filhas, o escândalo de pagamentos ilegais da Odebrecht a políticos peruanos se espalhou para quatro ex-presidentes e dezenas de autoridades de vários governos.