Trinta e três países já encontraram nova variante mais transmível do Sars-Cov-2, causador da Covid-19

O Globo com agências
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NOVA YORK - Trinta e três países já anunciaram a descoberta da nova variante mais transmível do Sars-Cov-2, causador da Covid-19. Ela foi descoberta no Reino Unido e anunciada há menos de um mês, em 8 de dezembro.

O último a descobrir o vírus com a mutação foi a Turquia em quinze pessoas, todas vindas da Grã-Bretanha. Eles estão isolados e seus contatos foram rastrados e colocados em quarentena.

Mais de 40 países, como a Turquia anunciou a partir desta sexta-feira, fecharam as fronteiras para o Reino Unido. O Brasil proibiu voos que tenham origem ou passagem pelo Reino Unido.

Não há indícios de que a variante, conhecida como B.1.1.7, cause casos mais graves de Covid-19. No entanto, sua circulação deverá acarretar em mais mais infecções e mais hospitalizações em um momento em que muitos países já estão lutando contra surtos causados pelas férias e festas de fim de ano.

A lista de países que identificaram infecções com a variante vem crescendo rapidamente desde sexta-feira e inclui, além de Brasil, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Turquia, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, China, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha , Islândia, Índia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Jordânia, Líbano, Malta, Holanda, Noruega, Paquistão, Portugal, Cingapura, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos.

Na África do Sul, uma versão semelhante do vírus surgiu , compartilhando uma das mutações vistas em B.1.1.7., de acordo com os cientistas que o detectaram. Essa variante , conhecida como 501.V2, foi encontrada em até 90% das amostras cujas sequências genéticas foram analisadas na África do Sul desde meados de novembro.

As autoridades britânicas disseram ter detectado dois casos da variante identificada na África do Sul. Em ambos os casos, as pessoas infectadas estiveram em contato com pessoas que viajaram da África do Sul para a Grã-Bretanha nas últimas semanas. Suíça, Finlândia, Austrália, Zâmbia e França também detectaram a variante.

E em 24 de dezembro, o chefe dos Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças, John Nkengasong, anunciou a descoberta de outra variante, essa na Nigéria , chamada B.1.207.