Triste fim do PSDB, o Partido da Social Democracia Brasileira

Outrora um dos partidos mais relevantes do Brasil, o PSDB vai minguando (Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)
Outrora um dos partidos mais relevantes do Brasil, o PSDB vai minguando (Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)

O PSDB foi derrotado, no pleito municipal de 2012, pelo seu principal adversário, o PT, que apresentou um candidato que até aquele momento não havia disputado nenhuma eleição: Fernando Haddad. Após essa derrota o partido defendeu a mudança para reabilitar sua imagem frente ao eleitorado e instituiu as prévias partidárias.

João Dória está certo quando cobra da cúpula do PSDB a validação do que foi decidido nas prévias do partido.

Bruno Araujo, presidente peessedebista, disse em novembro de 2021, que não fosse esse meio democrático de escolha, a sigla estaria acabada. E mesmo assim olha aonde o partido chegou. Doria exige lealdade a si, não a um modelo programático; Araujo está mais interessado em quem vai apoiar no segundo turno para garantir os cargos no governo, do que numa proposta alternativa “ao que está aí”.

Fala em terceira via mas a história fica no discurso. Dória colhe o que planta. Considerado traidor e ególotra por grande parte dos correligionários se vê isolado lutando pelo último respiro dentro de uma sigla que não lhe respeita. Bruno Araujo atrapalha Doria com as armas que tem. E, assim a história se desenrola.

O PSDB sempre foi um partido militante vitorioso dos setores da sociedade ligados ao empresariado. Um partido que, desde a redemocratização, protagonizou embates históricos com seu opositor, o PT. Vê-se agora sua morte simbólica. Tal como em Policarpo Quaresma, vê-se a falência dos sonhos, ainda desconhecida por alguns setores do partido. Ou ignorada.

Política é jogo de egos e o ego do ex-governador paulista na tentativa de controlar o partido, opositor ao ego de Aécio Neves, foi a pá de cal no PSDB. E, no intuito de demonstrar transparência, os tucanos tornam público o que deveria ser privado: seu processo de escolha de candidato à Presidência num momento de racha absoluto. Duverger, um estudioso da ciência política, traz uma premissa que os peessedebistas esqueceram: as legendas “não gostam dos odores da cozinha eleitoral espalhados para o mundo exterior”.

Quando todos os outros partidos brasileiros possuem o seu jardim secreto das escolhas presidenciais, o PSDB optou por tornar público um jogo que até então era trilhado no obscurantismo.

E, deu-se esse espetáculo dramático de ofensas e cartinhas que temos visto nos últimos meses. O que o PSDB precisa agora é fazer o que Panebianco fala sobre os partidos políticos: voltar-se mais ao ponto de partida do que de chegada. Com apresentação de uma campanha ajustada ao perfil eleitoral atual que exige mudanças de novo. Se não mudar, acabará em um hospício.

*Obrigada ao amigo mestre Davi Franzon por destrinchar em seu mestrado o PSDB de João Dória, e que me possibilitou um grande aprendizado.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)

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