'Triste um presidente que abandonou o Brasil', diz Doria sobre Bolsonaro

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SAO PAULO, BRAZIL - NOVEMBER 19:  Governor of Sao Paulo Joao Doria speaks during a press conference to give updates about the development of the vaccine Coronavac of Chinese laboratory Sinovac Biotech at Palacio Bandeirantes on November 19, 2020 in Sao Paulo, Brazil. The batch with the first 120,000 doses of the CoronaVac vaccine arrived in Sao Paulo today. The material imported from China is being developed by the Chinese laboratory Sinovac, in partnership with the Butantan Institute. CoronaVac is one of four candidates for the vaccine against coronavirus that are being tested in Brazil, but has not yet had authorization from the National Health Surveillance Agency (Anvisa) to be applied in Brazil. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
Doria lamentou o fato do cronograma do governo ter início apenas em março e afirmou que Bolsonaro abandonou o Brasil ao travar uma guerra política contra a CoronaVac. (Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a atacar e subir o tom contra o presidente Jair Bolsonaro enquanto detalhava o plano estadual de vacinação contra a Covid-19. Nesta segunda-feira (7), o governo anunciou que a primeira fase da vacinação no estado começa dia 25 de janeiro.

No anúncio, o tucano lamentou o fato do cronograma do Ministério da Saúde ter previsão de início apenas em março de 2021 e afirmou que Bolsonaro abandonou o Brasil ao travar uma guerra política contra a CoronaVac, vacina adquirida pelo governo paulista contra o novo coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan.

“Porque vacinar em março se podemos começar a vacinar em janeiro? Para atender a um capricho de alguém que, sentado no Palácio do Planalto, acha que tem que ser uma vacina só? Isso não é justo, não é humano. Não representa compaixão mínima que uma pessoa deve ter pela vida e pela existência. (...) Vamos esperar que milhares de outros percam vida? Só porque alguém quer uma única vacina e acha que ela deve ser priorizada em detrimento de outras? Vida é uma só. A existência é única. Triste o Brasil que tem um presidente que não tem compaixão pelos brasileiros, que abandonou o Brasil e os brasileiros”, disparou Doria.

Na semana passada, Doria já havia cobrado do governo federal “juízo e competência” para que o Ministério da Saúde iniciasse também em janeiro seu programa nacional de imunização. Doria criticou a previsão passada pela pasta do governo e a classificou como “grande irresponsabilidade do governo federal”.

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“Se o Ministério da Saúde tiver juízo, competência e a visão de que a vacina deve ser para todos os brasileiros, poderá oferecer também a vacina do Butantan para imunizar brasileiros de outros estados”, afirmou Doria.

No fim de novembro, Doria já havia dito que, caso o Ministério da Saúde não apresentasse um “plano sério e bem estruturado”, o estado de São Paulo irá elaborar um plano estadual próprio para vacinar a população paulista.

A CORONAVAC E ANVISA

A CoronaVac só poderá ser aplicada a partir do dia 15 de janeiro por conta do prazo dado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para análise final da testagem da terceira fase da CoronaVac.

A vacina do Instituto Butantan ganhou projeção ao entrar no centro de uma guerra política entre o presidente e o governador, prováveis adversários nas eleições presidenciais de 2022.

Bolsonaro esvaziou o plano de aquisição futura da Coronavac feito em outubro pelo seu próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, criticou o governador João Doria e disse que a vacina não era confiável por causa de sua origem. Neste mês, o presidente voltou atrás e declarou que poderia autorizar a compra da vacina produzida pela Sinovac, mas não pelo preço que um "caboclo aí quer".

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