Troca de emails desmente advogado da Precisa sobre negociação da Covaxin

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BRASILIA, DF, 18.08.2021: CPI-COVID-DF - O advogado Tulio Silveira, da Precisa Medicamentos, presta depoimento aos senadores da comissão a respeito do contrato entre a Precisa e o ministério da Saúde para aquisição da vacina Covaxin. No Senado Federal, em Brasília, nesta quarta. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASILIA, DF, 18.08.2021: CPI-COVID-DF - O advogado Tulio Silveira, da Precisa Medicamentos, presta depoimento aos senadores da comissão a respeito do contrato entre a Precisa e o ministério da Saúde para aquisição da vacina Covaxin. No Senado Federal, em Brasília, nesta quarta. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Troca de emails mostra que o advogado Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos, mentiu em seu depoimento na CPI da Covid.

Em uma das poucas perguntas que efetivamente respondeu, Silveira disse que não participou das negociações para a venda da vacina indiana Covaxin ao Ministério da Saúde.

No entanto, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) mostrou emails em que Silveira pressiona a pasta para assinar o contrato. "Necessitamos que este ministério providencie a assinatura do contrato o quanto antes", disse ele, em um email enviado para a secretaria-executiva do ministério.

Além disso, a senadora mostra uma série de inconsistências nos documentos apresentados pela Precisa, segundo os quais a Precisa não poderia participar dessas tratativas por não ser importadora, exportadora ou fabricante.

"Onde fica a Precisa? Não é representante exclusivo, consequentemente não poderia estar participando do processo. Não possui procuração legítima para receber citação e responder administrativa e judicialmente, como exige a Lei de Licitação e Contratos, que foi aqui de novo mencionada pelo líder do governo, Ricardo Barros, para justificar a Belcher, para justificar as intermediárias da AstraZeneca, para justificar todas essas", afirmou Tebet.

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