Trocas e defeitos: entenda seus direitos para não ter problemas na Black Friday

Fernanda Capelli
Neste ano, os prazos de entrega devem ser maiores e mais realistas

No próximo dia 28 acontece a Black Friday Brasil, dia de descontos mais conhecido no mundo. Com o evento chegando, alguns consumidores ainda podem se sentir inseguros quando o assunto é produtos com defeito.

Segundo Pedro Eugênio Piza, fundador do site Busca Descontos e organizador do evento no Brasil, as regras de troca para produtos com defeito são as mesmas do comércio eletrônico em geral. “A Black Friday é uma promoção do e-commerce que respeita todas as leis do consumidor.”

Pela lei, a troca só é obrigatória se o produto tiver algum defeito. Ainda assim, o fabricante tem 30 dias para fazer o conserto. Segundo o Procon, se o prazo chegar ao fim e o consumidor ainda não tiver seu problema solucionado, ele poderá pedir a troca imediata, a devolução do dinheiro ou o abatimento proporcional no preço.

Ainda segundo o Procon, no caso de compras pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até sete dias, por qualquer motivo. “Toda segurança – jurídica, financeira e nas transações com uso de cartão – é garantida pelos direitos do consumidor”, explica o organizador da Black Friday.

Prazos mais realistas
Outro ponto que o consumidor deverá ficar atento é em relação aos prazos de entrega. Neste ano, os prazos informados devem ser maiores, mas a intenção é dar mais transparência do processo para o consumidor.

“Esse aumento no prazo de entrega é natural”, conta Pedro. “Estamos falando de 15 dias de vendas concentradas em um. Não tem mágica. O e-commerce não consegue contratar mais 300 carros para entregar e os Correios não vão aumentar sua capacidade da noite para o dia. O jeito para lidar com tantos pedidos em um dia só é aumentar os prazos”, completa.

O aumento no prazo de entrega também possibilita reduzir os custos da loja ou do site. Em vez de o lojista contratar mais funcionários, ele oferece ao consumidor mais descontos.

Com os direitos assegurados, fica mais fácil comprar pela internet. “O consumidor já passou da fase de desconfiança e está cada vez mais consumindo no e-commerce”, analisa Pedro.

















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