Trocas de técnicos na Série A saltam 60% após fim da regra de limite e têm maior número em sete anos

Ao trocar o Ceará pelo Flamengo, que havia demitido Paulo Sousa horas antes, Dorival Junior se tornou o oitavo treinador a deixar um clube na Série A do Brasileiro. Isso em apenas 10 rodadas. A marca é expressiva. Representa salto de 60% em relação ao mesmo período da edição anterior, quando cinco trocas foram realizadas.

O aumento no vai e vem dos treinadores coincide com o fim da regra que tentou pôr um freio nesta movimentação e durou apenas um ano. Em fevereiro, o Conselho Técnico dos clubes da Série A derrubou, por unanimidade, uma medida que já vinha sendo questionada pela sua pouca efetividade. Ela dizia que um clube não poderia trocar de técnico mais do que duas vezes. Caso o fizesse, o próximo comandante só poderia ser um funcionário do clube, e não alguém contratado de fora. O mesmo valia para os profissionais, que não podiam pedir demissão mais de duas vezes.

Agora, sem esta regra, a Série A já viu o Athletico demitir Alberto Valentim, após a estreia, e contratar Fabio Carille para uma passagem relâmpago. Depois da quarta rodada, ele foi demitido e substituído por Felipão, que acumula os cargos de treinador e diretor de futebol. Além destas, o campeonato já registrou as saídas de Marquinhos Santos do América-MG, de Alexander Medina do Internacional, de Abel Braga do Fluminense, de Umberto Louzer do Atlético-GO, além das mais recentes de Paulo Sousa e de Dorival.

O número de trocas este ano representa um recorde recente. É o mais alto em sete anos. Só a Série A de 2015 teve mais trocas em dez rodadas: nove.

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