Retirados da Síria, soldados americanos chegaram em base no Iraque

Um comboio de veículos militares dos EUA circula perto da cidade curda iraquiana de Bardarash em 21 de outubro de 2019, após sua retirada do norte da Síria

Dezenas de veículos militares americanos com soldados a bordo chegaram nesta segunda-feira a uma base no noroeste do Iraque, depois de terem entrado em território iraquiano procedentes da Síria via Curdistão, constataram jornalistas da AFP no local.

As topas americanas passaram pela ponte do posto de Fishkhabour, nas fronteiras dos territórios iraquiano, sírio e turco, antes de atravessarem a província curda de Dohuk para chegar a uma base americana perto de Mossul (noroeste).

Os Estados Unidos anunciaram em 14 de outubro a retirada de cerca de 1.000 militares destacados no norte e leste da Síria em guerra, seis dias depois do início de uma ofensiva turca nessa região contra a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG), considerada "terrorista" por Ancara.

Antes, em 7 de outubro, o governo Trump havia anunciado a retirada das tropas americanas da fronteira turca, no norte da Síria, abrindo caminho para a ofensiva, suspensa desde a última quinta-feira sob uma frágil trégua negociada por Washington.

No domingo, mais de 70 veículos blindados com a bandeira americana, carregados com equipamento militar e escoltados por helicópteros, passaram pela rodovia internacional na altura da cidade de Tal Tamr, constatou um repórter da AFP.

Segundo o Observatório de Direitos Humanos da Síria (OSDH), o comboio retirou-se da base de Sarrin, perto da cidade de Kobane, mais a oeste, e seguiu para a província de Hassake, na fronteira com o Curdistão iraquiano.

Nos últimos dias, os americanos deixaram três outras bases, incluindo uma em Manbij e outra também localizada perto de Kobane, perto da fronteira com a Turquia.

Atualmente, os Estados Unidos têm 5.200 militares estacionados no Iraque, no âmbito da coalizão internacional antijihadista liderada por Washington.

Sua presença em várias bases no país gera polêmica no Iraque e várias forças políticas e armadas xiitas pró-Irã frequentemente exigem sua expulsão.