Americano acusado de espionagem no Irã buscava informações classificadas

Teerã, 17 jul (EFE).- O americano condenado a dez anos de prisão por espionagem na República Islâmica do Irã é de origem chinesa, foi identificado como Xiyue Wang e buscava se infiltrar em instituições de investigação para obter informações classificadas do país.

Segundo um relatório publicado no site oficial do Poder Judiciário iraniano, desde que chegou ao país Wang foi vigiado e arquivou digitalmente 4,5 mil páginas de documentos, informou nesta segunda-feira a televisão estatal "Press TV".

Wang estava associado ao centro iraniano Sharmin e Bijan Mossavar-Rahmani, que realiza estudos sobre o Irã e o Golfo Pérsico da universidade de Princeton dos EUA.

O americano foi detido em 8 de agosto de 2016 quando tentava deixar o Irã e ontem o porta-voz do poder judiciário do Irã, Gholamhosein Mohseni Ejei, revelou que tinha sido "detido graças aos esforços do Ministério de Inteligência" e condenado a 10 anos de prisão por espionagem.

Nos últimos anos, o Irã deteve vários estrangeiros que foram acusados de espionagem.

Ontem, o Governo dos EUA afirmou que o regime iraniano "continua detendo cidadãos americanos e outros estrangeiros com acusações fabricadas relacionadas com a segurança nacional".

Um porta-voz americano pediu a liberdade "imediata de todos os cidadãos do país injustamente detidos no Irã". EFE