Trump e chef espanhol chegam a acordo após longo litígio

Washington, 7 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o chef espanhol José Andrés colocaram fim nesta sexta-feira ao litígio que passaram a travar depois que o cozinheiro descumpriu uma cláusula de contrato ao se recusar a abrir um restaurante no hotel do magnata em Washington por conta de seus polêmicos comentários sobre os imigrantes mexicanos.

Em comunicado conjunto e enviado à Agência Efe, o filho mais velho do empresário, Donald Trump Jr, que administra a Trump Organization, e a empresa de José Andrés, a ThinkFoodGroup" (TFG) anunciaram hoje um acordo "amistoso" após quase dois anos de "longo litígio", mas não revelaram os termos, descritos como "confidenciais".

"Fico feliz que tenhamos sido capazes de resolver nossas diferenças e avançar de forma cooperativa, como amigos. Tenho um grande respeito pelo compromisso da Organização Trump com a excelência na reconstrução do antigo Escritório dos Correios (o edifício do hotel de Trump em Washington)", afirmou José Andrés.

O cozinheiro disse "estar empolgado" com as perspectivas de colaborar com a empresa criada pelo atual presidente dos Estados Unidos em programas que "beneficiem" a cidade de Washington.

"Me alegro por termos conseguido de deixar este assunto de lado e seguir adiante como amigos. Desde a inauguração, em setembro do ano passado, a Trump International Hotel, em Washington, foi um sucesso incrível e todo a nossa equipe tem um grande respeito pelas conquistas de José e da TFG. Sem sombra de dúvidas, isto é uma ganho para ambas as empresas", afirmou Donald Trump Jr., por sua vez.

Trump e José Andrés tinham uma disputa legal desde 2015, após um acordo para que o chef abrisse um restaurante no novo hotel de luxo de Trump, no centro de Washington. No entanto, o chef rompeu o acordo depois que o multimilionário chamou imigrantes mexicanos de "criminosos" e "estupradores". EFE