Trump convida presidente das Filipinas para visita à Casa Branca

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma conversa por telefone realizada neste domingo (30), Donald Trump convidou o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, para uma visita à Casa Branca. A data do encontro ainda não foi definida.

Segundo o governo das Filipinas, o presidente americano afirmou estar compromissado com a aliança entre os dois países e interessado em um "caloroso relacionamento de trabalho" com Duterte.

Os dois irão se encontrar também em novembro, quando Trump visitará as Filipinas para uma cúpula com diversos líderes mundiais.

Uma declaração da Casa Branca informou que a conversa entre os líderes foi amistosa, com Trump mostrando apreciação pela maneira com que as Filipinas enfrentam seus problemas, especialmente na guerra contra as drogas.

Horas antes da ligação, Duterte havia pedido moderação aos EUA em relação à Coreia do Norte, já que ambos estariam lidando com "brinquedos perigosos".

POLÊMICO

Duterte foi eleito com a promessa de acabar com as drogas nas Filipinas. Desde que tomou posse, em julho de 2016, mais de 7.000 pessoas foram mortas, segundo dados oficiais (entidades de direitos humanos falam em mais de 8.000). Em média, 37 pessoas são mortas por dia no país.

Já em sua campanha eleitoral, ele ganhou as manchetes nas Filipinas e no mundo todo ao prometer matar mais de 100 mil pessoas envolvidas com drogas e por insultar o então presidente dos EUA Barack Obama, o embaixador americano em Manila e o papa Francisco.

Além dos discursos destemperados, houve ações concretas.

Duterte incentivou ações policiais violentas declarando mais de uma vez que policiais que matassem em "legítima defesa" não seriam punidos, elevando a mais de 2.000 em seis meses os casos de mortes supostamente em confrontos, como mostrou a Folha em reportagem especial sobre as Filipinas.

Testemunhas negam que tenha havido reação na maior parte dos casos.

O presidente também patrocinou a volta da pena de morte no país para crimes relacionados a entorpecentes. Aprovada na Câmara, ela tramita agora no Senado.