Comitê de Inteligência dos EUA diz que não houve grampo na Trump Tower

Washington, 20 mar (EFE).- O presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Devin Nunes, garantiu nesta segunda-feira que não houve escutas telefônicas na Trump Tower durante a campanha eleitoral de 2016, mas que podem ter ocorrido outros tipos de vigilância contra Donald Trump.

Em seu discurso de abertura na primeira audiência pública realizada no Congresso sobre a interferência russa nas eleições presidenciais, Nunes negou categoricamente que o prédio nova-iorquino tivesse sido alvo de grampos telefônicos, como afirmou Trump, ao acusar o ex-presidente Barack Obama de tê-lo ordenado.

O congressista Adam Schiff, o democrata de mais alta categoria do comitê, disse que "os russos se intrometeram com sucesso" na democracia americana e alertou que eles vão farão de novo.

Schiff citou uma a uma as relações entre membros da campanha de Trump e o governo russo, mas ressaltou que as investigações não esclareceram se esses encontros eram para elaborar uma ação coordenada para influenciar nos resultados eleitorais.

O democrata citou, além dos já comprovados vínculos do ex-assessor de Segurança Nacional de Trump, Michael Flynn, que provocaram a renúncia dele do Cargo, as reuniões com o embaixador russo em Washington que o agora procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, omitiu do Senado e também as remodelações do programa eleitoral republicano em relação às posições sobre a Ucrânia.

"É possível que todos esses eventos e informações estejam completamente desvinculados e não sejam mais do que uma infeliz coincidência. É possível. Mas também é possível que eles estejam ligados e é um dever com o nosso país investigá-los", afirmou.

As conclusões das agências de inteligência dos EUA é que houve interferência russa nas eleições através de ataques de hackers contra o Partido Democrata e a candidata Hillary Clinton. O objetivo principal da ação seria beneficiar a eleição de Trump.

O que continua sendo um mistério é se houve colaboração entre a campanha de Trump e o Kremlin para orquestrar essa ação. EFE