Trump critica visita a Israel de deputadas democratas pró-Palestina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta quinta-feira (15), que Israel mostrará uma "grande fraqueza", se permitir a visita ao país de duas representantes (deputadas) americanas que apoiam um boicote ao Estado judeu.

"Mostrará uma grande fraqueza, se Israel permitir a visita da representante (Ilhan) Omar e da representante (Rashida) Tlaib", tuitou Trump, referindo-se às duas políticas democratas que pretendem visitar Israel e os territórios palestinos no fim de semana.

"Odeiam Israel e todo povo judeu, e não há nada que se possa dizer ou fazer para mudar sua opinião", insistiu o presidente na mesma rede social. "São uma vergonha!", criticou.

Primeiras muçulmanas a serem eleitas para o Congresso dos Estados Unidos, Omar e Tlaib manifestaram abertamente suas críticas às políticas de Israel em relação aos palestinos.

Um funcionário do governo de Israel disse nesta quinta-feira que o país poderia proibir a visita da dupla.

Na quarta (14), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fez consultas sobre a visita e está avaliando a situação, disse um funcionário que pediu para não ser identificado.

"Existe a possibilidade de que Israel não permita a visita no formato proposto atualmente", acrescentou.

O mesmo funcionário apontou, porém, que "se a congressista Tlaib fizer uma solicitação humanitária para visitar sua família, a decisão sobre seu assunto será considerada favoravelmente".

Tlaib nasceu em Detroit, Michigan, em uma família de imigrantes palestinos, enquanto Omar nasceu na Somália e chegou aos Estados Unidos como refugiada, quando era pequena.

Em 2017, Israel aprovou uma lei que proíbe a entrada para estrangeiros que apoiam um boicote ao país. A lei foi aprovada em resposta a um movimento para boicotar Israel como um meio de pressão sobre seu tratamento dos palestinos.

Israel vê o movimento como uma ameaça estratégica e o acusa de antissemitismo. Os ativistas rejeitam a acusação, alegando que querem apenas ver o fim da ocupação.