Trump dá sinal verde dos EUA para polêmico oleoduto Keystone XL

WASHINGTON/CALGARY (Reuters) - A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou o oleoduto Keystone XL da TransCanada Corp nesta sexta-feira, animando a indústria do petróleo e enfurecendo ambientalistas, ainda que obstáculos mais adiante no projeto permaneçam.

A aprovação reverte uma decisão do ex-presidente Barack Obama de barrar o projeto, mas a companhia ainda precisa obter o financiamento, conseguir licenças locais e vencer desafios legais para que o oleoduto seja construído.

"A Transcanada será finalmente permitida a concluir esse projeto, há muito atrasado, com eficiência e rapidez", disse Trump no Salão Oval antes de perguntar ao presidente da Transcanada Corp, Russell Girling, sobre quando a construção irá começar.

"Temos trabalho a fazer em Nebraska para conseguir nossas licenças lá", disse Girling. "Nebraska?", disse Trump. "Eu ligarei para o Nebraska."

Trump anunciou a autorização presidencial para o oleoduto Keystone na Casa Branca com Girling e Sean McGarvey, presidente dos Sindicatos de Construção da América do Norte, ao seu lado. Ele disse que o projeto iria reduzir os preços do combustível a consumidores, criar empregos e reduzir a dependência dos Estados de petróleo estrangeiro.

As ações da Transcanada listadas nos EUA subiram 0,52 por cento para 46,50 dólares, tendo subido até 7 por cento antes do início da sessão.

O oleoduto que ligará as areias petrolíferas do Canadá a refinarias dos EUA havia sido barrado por Obama, que disse que o projeto não ajudaria em nada na redução dos preços de combustíveis para motoristas dos EUA e iria contribuir a emissões relacionadas ao aquecimento global.

Trump, no entanto, prometeu durante sua campanha que aprovaria o projeto e assinou um decreto para avançar o projeto logo após assumir o cargo em janeiro.

(Por Jeff Mason; reportagem adicional de Timothy Gardner, Luciana Lopez, Ahmed Farhatha e Denny Thomas)