Trump defende importância da vacinação diante de surto do sarampo nos EUA

(Arquivo) Uma enfermeira prepara uma vacina contra sarampo, caxumba e rubéola em Haverstraw (Nova York, EUA)

O presidente americano, Donald Trump, insistiu, nesta sexta-feira (26), na importância da vacinação contra a epidemia de sarampo que atinge os Estados Unidos, o pior surto de doença desde sua erradicação oficial no ano 2000.

"As vacinas são muito importantes", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca.

"Têm que se vacinar", frisou.

Antes de ser eleito presidente, o empresário vinculava, com frequência, os transtornos do espectro do autismo e a aplicação de várias doses de vacinas simultâneas, mas não voltou a falar disso nos últimos tempos.

"Não sou contra as vacinações dos seus filhos. Sou contra aplicar todas as doses de uma vez. Distribuam-nas em um longo intervalo de tempo, e o autismo vai diminuir!", tuitou, por exemplo, em setembro de 2014, publicando tuítes similares entre 2012 e 2015.

Os estudos científicos já demonstraram que as vacinas não causam autismo.

O governo americano registrou 695 vítimas de sarampo desde 1º de janeiro, o que faz de 2019 o pior ano desde 2000, quando essa doença foi declarada erradicada do país. Não há informação sobre óbitos entre as pessoas sob contágio.

A epidemia americana se concentra em grupos com um alto número de crianças não vacinadas, especialmente em alguns bairros de judeus ortodoxos de Nova York, e perto de Detroit. De acordo com as autoridades sanitárias federais, a origem da maioria dos casos de sarampo é estrangeira, incluindo Israel e Ucrânia, entre outros.