Trump denuncia genocídio armênio como grande 'atrocidade'

Pessoas seguram retratos de intelectuais armênios, detidos e deportados em 1915, durante homenagem pela morte em massa de armênios pelo Império Otomano, em Istambul, em 24 de abril de 2017

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfureceu a Turquia nesta segunda-feira ao qualificar o massacre de 1915 dos armênios como "uma das piores atrocidades em massa do século XX", mas não utilizou o termo "genocídio".

Por ocasião do aniversário do genocídio de 24 de abril, Trump se somou "à comunidade armênia dos Estados Unidos e do mundo em seu luto pela perda de vidas inocentes e pelo sofrimento de tantos".

"Hoje recordamos e honramos a memória dos que sofreram (...) uma das piores atrocidades em massa do século XX. Devemos nos lembrar das atrocidades para evitar que se repitam".

"A partir de 1915, um milhão e meio armênios foram deportados, massacrados ou caminharam até morrer nos últimos anos do Império Otomano", disse Trump.

Os armênios estimam que 1,5 milhão de pessoas foram assassinadas de maneira sistemática nesta época, no que 20 países e numerosos historiadores qualificam de genocídio.

A Turquia afirma que houve uma guerra civil seguida pela fome, que matou entre 300 mil e 500 mil armênios e outros tantos turcos.

O reconhecimento da "dolorosa História" é uma "etapa crucial para construir um futuro mais justo e tolerante", destacou Trump.

A Turquia denunciou por seu lado a "desinformação" e as "más definições" do presidente americano.