Trump diz que teve uma boa conversa com colega chinês

Donald Trump (D) e Xi Jinping

O presidente americano Donald Trump disse nesta sexta-feira (20) que teve uma "conversa muito boa" com seu colega chinês, Xi Jinping, sobre uma resolução parcial da enorme guerra comercial entre os dois países.

Trump tuitou que a China "já começou em grande escala" os aumentos nas compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos, em linha com o acordo obtido. Ele não deu, porém, uma data para quando o chamado "contrato de primeira fase" será realmente assinado.

"Assinatura formal sendo acertada", disse ele.

Na quinta-feira, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que o texto já está "no papel", traduzido e não há nada sujeito a mudanças. Afirmou ainda que estão sendo feitas revisões jurídicas ao texto e que deve ser assinado no mês que vem.

A "primeira fase" é uma resolução parcial em que se espera que a China aumente as importações de produtos agrícolas e outros bens americanos, enquanto Washington diminuiu tarifas sobre as importações chinesas.

No entanto, está muito longe das mudanças fundamentais nas políticas comerciais chinesas que Trump buscava e que agora serão adiadas para uma segunda fase.

Trump disse que ele e Xi também discutiram sobre a Coreia do Norte, que está resistindo à pressão liderada pelos americanos para desmantelar seu programa nuclear cada vez mais sofisticado, e também sobre a agitação pró-democracia em Hong Kong, onde Trump observou que houve "progressos".

Segundo a agência de notícias Xinhua, porém, Xi destacou outros temas e afirmou que os comentários e iniciativas dos EUA em relação a Hong Kong, Taiwan, Xinjiang e Tibet prejudicam as relações entre ambos os países.

Ainda conforme a agência estatal, Xi destacou que "a atitude dos Estados Unidos interferiu nos assuntos internos chineses e prejudicou os interesses da China, em detrimento da confiança mútua e da cooperação bilateral".

Manifestou, ainda, sua esperança de que Washington dê "grande importância às preocupações da China", de acordo com a mesma fonte.