Trump e Biden trocam mensagens sobre a Venezuela para segmento latino do debate

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O candidato democrata Joe Biden, à esquerda, e o presidente republicano, Donald Trump, durante debate em Cleveland, Ohio, 29 de setembro de 2020
O candidato democrata Joe Biden, à esquerda, e o presidente republicano, Donald Trump, durante debate em Cleveland, Ohio, 29 de setembro de 2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, prepararam um pré-debate nesta quinta-feira (22) direcionado aos eleitores latinos, no qual o presidente destaca sua proximidade com cubanos anti-Castro e venezuelanos, enquanto seu oponente recrimina as deportações para "regimes ditatoriais".

O  programa 'Noticias Telemundo' vai transmitir, antes do início do debate, marcado para as 21h00 locais (22h00 de Brasília), dois segmentos gravados e direcionado ao público latino, eleitorado que nestas eleições totaliza 32 milhões de pessoas.

"Acho que ninguém fez mais pelos hispânicos e pela comunidade hispânica do que eu", disse Trump, que se gabou de ter recebido o prêmio "Baía dos Porcos" da diáspora anti-Castro que comemora a invasão fracassada que tentou derrubar Fidel Castro em 1961.

O presidente também ressaltou que passa muito tempo perto da comunidade venezuelana na Flórida.

Biden, em vantagem nas pesquisas, refutou os argumentos de Trump em seu segmento, afirmando que Trump "está deportando milhares de cubanos e venezuelanos de volta para os regimes ditatoriais".

"Vou acabar com isso e conceder status de proteção temporária aos venezuelanos", disse Biden.

Na semana passada, o senador democrata Bob Menéndez acusou o governo Trump de deportar venezuelanos através de terceiros depois de proibir todos os voos com destino ou oriundos da Venezuela.

O candidato democrata também atacou Trump por sua gestão da pandemia, que deixa mais de 222.220 mortos no país e continua avançando de forma incontrolável, destruindo milhões de empregos.

“Vou começar ouvindo os especialistas para colocar essa pandemia sob controle para que possamos finalmente colocar nossa economia de volta nos trilhos”, afirmou Biden. "Trump ainda não tem um plano real para lidar com o vírus que está devastando famílias e empresas latinas", acrescentou.

Por sua vez, Trump afirmou que antes da "praga da China", em referência ao novo coronavírus detectado pela primeira vez no gigante asiático, seu governo alcançou as melhores estatísticas registradas para os hispânicos nos Estados Unidos.

O presidente repetiu seu mantra de “lei e ordem”, mensagem que profere desde os protestos antirracistas e com a qual tenta atrair um eleitorado mais conservador.

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