Trump passou aniversário do 6 de Janeiro furioso com discurso de Biden

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  • Donald Trump
    Donald Trump
    Empresário e político norte-americano, 45º presidente dos Estados Unidos
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    Joe Biden
    Presidente dos Estados Unidos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Inicialmente, a ideia de Donald Trump para o aniversário de um ano da invasão do Capitólio era fazer uma entrevista coletiva para reforçar sua versão falsa de que a eleição presidencial de 2020 foi roubada e que ele não foi responsável pelo maior ataque à democracia na história recente dos Estados Unidos.

No entanto, o ex-presidente americano, que insuflou seus apoiadores a entrarem na sede do Legislativo americano para tentar impedir a oficialização da vitória de Joe Biden, cancelou o evento e passou a última quinta-feira (6) furioso, assistindo aos discursos do atual líder dos EUA e de sua vice, Kamala Harris.

Reportagem da revista Newsweek, que ouviu aliados do republicano sob condição de anonimato, descreve Trump irritado em sua casa em Mar-a-Lago ao acompanhar Biden dizer que, "pela primeira vez na história americana, um presidente tentou impedir a transição pacífica de poder", entre muitas outras falas duras.

Um amigo do ex-presidente, segundo a Newsweek, disse que, para Trump, os ataques mostram que os democratas se concentram na responsabilização da invasão porque "o cara [Biden] é um desastre".

Outro aspecto chama a atenção: o fato de o republicano ter recuado da ideia de realizar uma entrevista coletiva na quinta-feira, transferindo o discurso que faria para um comício no Arizona no próximo dia 15.

De acordo com a apuração da revista, Ivanka e Eric, filhos de Trump, e o genro Jared Kushner tinham receio de que a cobertura do evento pela imprensa fizesse ele parecer um "bobo, como um negacionista". Outro aliado a reforçar essa posição foi o senador Lindsey Graham, que jogou golfe com o ex-presidente no fim de semana anterior à data. Para ele, haveria poucas vantagens na entrevista coletiva.

Assim, Trump passou a última quinta-feira furioso, assistindo aos discursos de Biden, Kamala e Nancy Pelosi, presidente da Câmara, ainda que familiares, amigos e aliados políticos tenham o aconselhado a não ficar obcecado com as críticas em torno de seu papel no 6 de Janeiro, já que, para eles, a maioria dos americanos estão mais preocupados com a alta da inflação e com os efeitos da Covid no país.

Não adiantou. Um amigo do republicano afirmou, ainda de acordo com a Newsweek, que ele se importa com as opiniões "24 horas, sete dias por semana". De qualquer maneira, a decisão de cancelar a entrevista coletiva foi uma "agradável surpresa" para pessoas próximas a Trump, um personagem que se vê "como um político combativo e que revida sempre que é atingido", na descrição feita pela revista.

Ainda segundo aliados do republicano, o desprezo dele por Biden e a obsessão com a narrativa falsa de que a eleição foi roubada se deve ao fato de que Trump "não consegue acreditar que perdeu para aquele cara". O ex-presidente vê o atual como incompetente e acredita que o primeiro ano de gestão mostra isso.

A única manifestação pública de Trump no dia 6 foi um comunicado no qual classificou o discurso de Biden de "teatro político". "Joe Biden e os democratas radicais falharam em todos as frentes. Mas não percam a esperança. A América SERÁ grande outra vez", conclui ele, evocando o slogan que o consagrou.

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