Trump pede a republicanos destituição de Mitch McConnell como líder no Senado

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O senador americano Mitch McConnell foi duramente criticado por Donald Trump

Donald Trump pediu na terça-feira (16) que os senadores republicanos removessem Mitch McConnell como líder do partido no Senado após as críticas contundentes do legislador ao ex-presidente dos Estados Unidos ao fim do julgamento de impeachment.

"O Partido Republicano nunca mais será respeitado ou forte com 'líderes' políticos como o senador Mitch McConnell no comando", disse Trump em uma declaração contundente.

O ex-presidente descreveu McConnell pejorativamente como um membro do aparato político tradicional, chamando-o de "severo, taciturno e sério", e alertou que se os senadores republicanos o mantiverem como líder do partido no Senado eles "não ganharão de novo".

O ataque de Trump veio depois que McConnell disse no sábado que, embora tenha votado a favor da absolvição do magnata no julgamento de impeachment por "incitamento à insurreição", o ex-presidente foi "prática e moralmente responsável" pelo ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro.

Em sua mais extensa declaração sobre política desde que deixou a Casa Branca em 20 de janeiro, Trump culpou McConnell pela perda do controle do Senado pelos republicanos e assumiu o crédito pelas realizações do partido na Câmara dos Representantes.

Trump também afirmou ser responsável por McConnell renovar seu mandato de seis anos representando o estado de Kentucky no Senado, onde este influente político de 78 anos ocupa uma cadeira desde 1984, e exerceu grande poder como líder da maioria na Câmara Alta pelos últimos seis anos.

"Meu único arrependimento é que McConnell 'implorou' meu forte apoio e endosso junto ao grande povo de Kentucky na eleição de 2020, e eu dei a ele", disse Trump.

"Sem meu apoio, McConnell teria perdido e perdido muito", continuou Trump.

O ex-presidente ameaçou usar a popularidade que ainda tem entre a base republicana para apoiar qualquer candidato republicano que comparta sua visão política. A próxima votação nacional ocorrerá nas eleições de meio de mandato em novembro de 2022.

"Quando necessário e apropriado, apoiarei os principais rivais que defendem nossa política 'Make America Great Again' (MAGA) e 'America First'", afirmou Trump.

"Este es un gran momento para nuestro país y no podemos dejarlo pasar utilizando 'líderes´' de tercera categoría para dictar nuestro futuro", aseguró.

Trump também acusou a esposa de McConnell, a taiwanesa-americana Elaine Chow, que foi secretária de Transporte mas renunciou após o ataque ao Capitólio, um fato que ela chamou de "traumático, totalmente evitável".

Chow foi objeto de uma investigação parlamentar em setembro de 2019, suspeita de ter aproveitado o cargo para promover os interesses de uma empresa que pertence a sua família.

"McConnell não tem credibilidade sobre a China devido aos negócios chineses de sua família", disse o ex-presidente.

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