Trump planejou marcha ao Capitólio e quis apreender máquinas de votação, diz comitê que investiga 6 de Janeiro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente americano Donald Trump teria procurado pessoalmente funcionários do alto escalão do governo para persuadi-los a apreender máquinas de votação com o objetivo de reverter o resultado da eleição de 2020, vencida por Joe Biden. As informações foram divulgadas durante a sétima audiência pública conduzida pelo comitê que investiga a invasão ao Capitólio, e a primeira depois do recesso do Congresso.

William Barr, que atuou como secretário de Justiça no governo do republicano, afirmou em depoimento gravado que negou pedido do republicano para que usasse o Departamento de Justiça a fim de apreender as máquinas.

Além da tentativa de usar o aparato estatal em benefício próprio, o comitê entendeu que Trump planejou o tumulto no Capitólio, fazendo parecer que a invasão tivesse sido espontânea.

Segundo documentos obtidos dos Arquivos Nacionais, o ex-presidente revisou um tuíte que dizia "Farei um grande discurso às 10h do dia 6 de janeiro no Ellipse [sul da Casa Branca]. Por favor, chegue cedo, multidões enormes esperadas. Marcha para o Capitólio depois. Parem o roubo!!".

A mensagem nunca foi enviada, mas, segundo o comitê, deixa claro que Trump esperava que houvesse uma marcha até o Congresso no dia 6 de janeiro do ano passado.

Parlamentares voltaram a acusar o republicano de ser responsável por incitar a multidão no episódio de violência e pediram punições. "O presidente Trump é um homem de 76 anos. Ele não é uma criança. Ele é responsável por suas próprias ações e suas próprias escolhas", disse a deputada republicana Liz Cheney, vice-presidente do comitê.

Um tuíte publicado por Trump antes do episódio foi destacado. Na mensagem, ele convocou apoiadores a irem para Washington. "Esteja lá... será selvagem", escreveu o ex-presidente.

Quando a audiência terminou, Cheney disse que Trump tentou ligar para uma testemunha em potencial do comitê, sugerindo que o ex-presidente tenha tentado influenciar ilegalmente o processo de investigação. O ex-presidente nega irregularidades e diz ser vítima de uma "caça às bruxas".

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