Trump queria lançar mísseis no México, diz ex-chefe de Defesa dos EUA

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Donald Trump (Foto: REUTERS/Gaelen Morse)
Donald Trump (Foto: REUTERS/Gaelen Morse)
  • Donald Trump queria lançar mísseis no México, diz ex-chefe de Defesa dos EUA

  • Mark Esper revelou a conversa com o ex-presidente em seu livro “A Sacred Oath”, que será lançado na próxima semana

  • "Ele é uma pessoa sem princípios", disse o ex-ministro

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump queria lançar mísseis no México em 2020, afirmou o então secretário de Defesa, Mark Esper. Segundo ele, o republicano teria perguntado sobre a possibilidade de lançar mísseis no país para “destruir os laboratórios de drogas” e acabar com os cartéis. As informações são do jornal americano New York Times.

Esper revelou a conversa com Trump em seu livro “A Sacred Oath”, que será lançado na próxima terça-feira, dia 10 de maio. O ex-secretário diz ter ficado “sem palavras” enquanto servia ao governo.

Além disso, Esper também se preocupava com a especulação de que Trump poderia abusar das Forças Armadas no dia da eleição presidencial nos Estados Unidos, fazendo com que os soldados apreendessem as urnas. O democrata Joe Biden venceu o pleito.

Na obra —que revela episódios desconhecidos ou pouco explorados da presidência de Trump—, Esper conta que alertou os subordinados para que ficassem atentos a ligações incomuns da Casa Branca no período que antecedeu a eleição.

O ex-secretário de Defesa teve de passar por um processo padrão de autorização de segurança do Pentágono para verificar informações confidenciais.

“Ele é uma pessoa sem princípios que, por interesse próprio, não deveria estar na posição de serviço público”, diz Esper. O ex-ministro também descreve um governo completamente tomado por preocupações sobre a campanha de reeleição de Trump, com todas as decisões vinculadas a esse objetivo.

Além disso, Esper afirma que Trump queria colocar 10 mil soldados da ativa nas ruas de Washington em 1º de junho de 2020, após manifestantes protestarem contra a brutalidade policial devido ao assassinato de George Floyd pela polícia.

No livro, o ex-secretário também classifica o conselheiro político Stephen Miller como uma influência “perigosa” sobre Trump. De acordo com ele, Miller queria enviar 250 mil soldados para a fronteira sul, alegando que uma grande caravana de migrantes estava a caminho.

O conselheiro político também teria aconselhado prender a cabeça do líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi mergulhada em sangue de porco e exibi-la para outros terroristas.

Isso seria um “crime de guerra”, respondeu Esper. Segundo o New York Times, Miller negou o episódio e chamou o Esper de "idiota".

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