Trump relata ataque a Soleimani a doadores republicanos nos EUA

Foto de arquivo de 14 de setembro de 2013 do general Qassem Soleimani, em Teerã

O presidente americano, Donald Trump, revelou os detalhes dos últimos minutos de vida do poderoso general iraniano Qassem Soleimani, assassinado pelo Exército dos Estados Unidos em um ataque que "sacudiu o mundo".

Na noite de sexta-feira, o presidente americano fez o relato aos doadores do Partido Republicano, reunidos em sua residência em Mar-a-Lago, Flórida, para um dos muitos jantares privados de arrecadação de fundos que tem previstos.

A rede CNN transmitiu uma gravação de áudio na qual se ouve o bilionário falar do oficial de alta patente da Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica do Irã, assassinado em 3 de janeiro no aeroporto de Bagdá, juntamente com o tenente iraquiano Abu Mehdi al Muhandis.

"Suponha-se que era invencível", afirmou Trump.

"Disse coisas ruins sobre o nosso país", acrescentou Trump, referindo-se a Soleimani. "Disse (frases) como, 'vamos atacar seu país, vamos matar tua gente'. Disse, 'Quanto tempo temos que escutar essa merda'", assegurou.

Trump em seguida reproduziu a cena, imitando os soldados que se dirigiram a ele, enquanto seguia simultaneamente a operação nos Estados Unidos.

"Disseram, 'Estão juntos, senhor (...) Têm dois minutos e 11 segundos de vida. Estão no automóvel. Estão em um veículo blindado que está andando. Senhor, têm cerca de um minuto de vida. Senhor... 30 segundos, dez, nove, oito'. E, de repente, bum! 'Não estão mais ali, senhor'", relatou.

O presidente americano pareceu contente em ter eliminado "dois pelo preço de um", referindo-se às mortes de Soleimani e al Muhandis.

Trump admitiu que o ataque havia "sacudido o mundo", mas disse que o general iraniano "merecia ser atingido com força". "Como era mau, matou (...) centenas de milhares de pessoas e milhares de americanos", acrescentou.

Dias depois deste incidente, o Irã disparou mísseis contra alvos americanos no Iraque, o que não provocou mortes. Em virtude dessas represálias, o Exército iraniano, no entanto, derrubou "por engano" um avião de passageiros ucraniano que tinha decolado de Teerã, matando as 176 pessoas a bordo.