Trump retira outra ação judicial sobre investigação de procuradora-geral de NY

Ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anuncia que concorrerá à presidência em 2024 em sua propriedade Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida, EUA

Por Jonathan Stempel

NOVA YORK (Reuters) - Donald Trump encerrou um recurso de uma decisão judicial que permite que a procuradora-geral do Estado de Nova York investigue sua empresa do setor imobiliário e eventualmente entre com um processo civil de fraude de 250 milhões de dólares contra o ex-presidente dos Estados Unidos.

Uma petição de retirada voluntária de ação assinada pela advogada de Trump, Alina Habba, e uma advogada da procuradora-geral do Estado, Letitia James, foi apresentada na terça-feira ao tribunal federal de recursos em Manhattan. Nenhuma razão foi apresentada para o pedido.

Trump recorria de uma decisão de maio passado da juíza distrital Brenda Sannes em Syracuse, Nova York, que não encontrou "nenhuma evidência" de que James agiu de má-fé ou por viés político ao investigar as avaliações de ativos na Organização Trump.

O fim da demanda ocorreu após a retirada de Trump na sexta-feira de um processo em um tribunal federal da Flórida que buscava impedir o gabinete de James de obter materiais de seu fundo privado.

Um dia antes, o juiz do caso da Flórida impôs sanções de 937.989 dólares contra Trump e Habba por abrirem um processo "completamente frívolo" acusando Hillary Clinton e outros democratas de tentar fraudar a eleição presidencial de 2016 nos EUA.

Trump, um republicano, venceu Clinton naquela eleição.

Habba não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

James, também democrata, disse estar satisfeita por Trump ter retirado os dois casos. "Temos um processo legal legítimo contra ele e sua organização, e não podemos ser intimidados ou dissuadidos por isso", disse ela em um comunicado.

(Reportagem de Jonathan Stempel em Nova York)