Trump silencia sobre política de prevenção e controle de armas, após tiroteio

Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil

Após o tiroteio ocorrido ontem (10), em San Bernardino, na California, que deixou três mortos e um ferido, o presidente Donald Trump e a Casa Branca não comentaram o incidente nas redes sociais ou em comunicados oficiais. O “silêncio” de Trump repercutiu na imprensa norte-americana, que fez comparações entre sua postura perante o ocorrido e a do ex-presidente Barack Obama, um ferrenho defensor de mudanças na legislação para permitir maior controle de armas no país.

Segundo a organização não governamental (ONG) Gun Violence Archive (Arquivo de Violência Armada), que documenta e contabiliza incidentes com armas registrados em mais de 2 mil veículos de comunicação do país, só neste ano já foram registrados, nos Estados Unidos, 16.233 incidentes com armas de fogo  e 4.072 mortes.

No ano passado, em 12 meses, houve 58.439 incidentes e 15.079 mortes, além de 30.626 feridos.

No tiroteio de ontem, na escola primária North Park Elementary School, morreram um aluno de 8 anos, a professora Karen Smith, de 53 anos, e o seu ex-marido, Cedric Anderson, de 53 anos, que cometeu suicídio após abrir fogo contra a ex-mulher e os alunos. Outro estudante está gravemente ferido.

Segundo a polícia, Anderson já tinha um histórico de registro de violência doméstica e teve um casamento breve com a professora. 

A escola fica a 100 quilômetros de Los Angeles e a cerca de 13 quilômetros do local onde aconteceu um atentado em dezembro de 2015, quando um casal muçulmano abriu fogo em um evento, matando 14 pessoas e ferindo 20.

Além do silêncio sobre o incidente de ontem, o governo não sinalizou com nenhuma mudança na legislação. Donald Trump é alinhado a conservadores e republicanos, cuja maioria é contra um maior controle no comércio de armas, como defendiam Barack Obama e parte dos democratas.