Trump sugeriu enviar norte-americanos contaminados com Covid-19 para Guantánamo

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Sugestão de Trump foi relatada em livro (AP Photo/Chris Seward)
Sugestão de Trump foi relatada em livro (AP Photo/Chris Seward)
  • Sugestão de Trump foi retratada em novo livro que será lançado na semana que vem

  • O então presidente não queria o retorno de norte-americanos contaminados com Covid-19

  • Pandemia nos Estados Unidos só foi controlada após o início do mandato de Joe Biden

A conturbada e caótica condução do combate à Covid-19 por Donald Trump nos Estados Unidos poderia ter sido ainda pior. O então presidente chegou a sugerir enviar pessoas contaminadas com o coronavírus para a base militar de Guantánamo, em Cuba.

É o que apontam dois jornalistas do Washington Post em livro que será lançado na semana que vem e reconstitui os bastidores da resposta da Casa Branca ao vírus. Na obra, eles detalham uma reunião na qual Trump lançou a tal ideia.

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Ela teria acontecido na Sala de Crise da Casa Branca, em fevereiro de 2020. Preocupado com o que ainda eram os primeiros passos da pandemia, o presidente norte-americano sugeriu impedir a volta aos Estados Unidos dos habitantes que tivessem se infectado no exterior.

“Não temos uma ilha? E quanto a Guantánamo?”, questionou, antes de emendar: “Nós importamos mercadorias, não vamos importar o vírus”.

Ideia do então presidente era mandar os contaminados para ilha onde estão presos terroristas - Foto: Getty Images
Ideia do então presidente era mandar os contaminados para ilha onde estão presos terroristas - Foto: Getty Images

Segundo o livro "Nightmare Scenario: Inside the Trump Administration’s Response to the Pandemic That Changed History", Trump manifestou duas vezes o desejo de enviar estas pessoas a Guantánamo, base militar onde os Estados Unidos aprisionam suspeitos de terrorismo.

Estados Unidos controlaram a pandemia

Somente após o término do mandato de Trump e o início da administração de Joe Biden, os Estados Unidos conseguiram controlar o coronavírus.

Com uma campanha de vacinação em massa, deixaram as mais de 4 mil mortes diárias pela Covid-19, da época que Biden assumiu, para chegar às 268 registradas na última segunda-feira.

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