Trump volta atrás em reconhecimento de vitória de Biden e diz que não 'admitiu nada'

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O presidente Donald Trump voltou atrás após ter reconhecido pela primeira vez neste domingo (15) a vitória de Joe Biden na eleição que teve início no dia 3 de novembro. Trump afirmou que não admitiu “nada” e repetiu suas alegações infundadas de fraude eleitoral generalizada nos Estados Unidos.

Biden derrotou Trump ao vencer uma série de Estados cruciais que o republicano havia conquistado em 2016. O ex-vice-presidente democrata também conquistou o voto popular nacional por uma margem de mais de 5,5 milhões de votos, ou 3,6 pontos percentuais.

Trump fez suas declarações contraditórias em uma série de postagens no Twitter. “Ele venceu porque a eleição foi fraudada”, escreveu Trump na manhã deste domingo, sem se referir a Biden pelo nome.

“Não forma permitidos observadores, o voto foi tabulado por uma empresa privada da esquerda radical, Dominion, que tem má reputação e equipamento ruim e que não poderia nem mesmo se qualificar para apurar o Texas (onde ganhei por muito!), a Fake & Silenciosa Imprensa, & muito mais!”, disse.

Cerca de uma hora depois, Trump voltou à rede social, que, novamente, colocou um aviso dizendo que a publicação é questionável: “Ele só venceu aos olhos da MÍDIA FAKE NEWS. Não admito NADA! Temos um longo caminho a percorrer. Esta foi uma ELEIÇÃO FRAUDADA!”

Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, o escolhido por Biden para ocupar o cargo de chefe de gabinete da Casa Branca, Ron Klain afirmou que “o Twitter de Donald Trump não torna Joe Biden presidente ou não-presidente. O povo americano fez isso.”

A equipe eleitoral de Trump tem entrado com ações legais que buscam anular os resultados em vários estados, embora sem sucesso, e especialistas jurídicos argumentam que a manobra legal tem poucas chances de alterar o resultado da eleição.

Autoridades eleitorais de ambos os partidos disseram que não há evidências de grandes irregularidades. Democratas e outros críticos acusaram Trump de tentar deslegitimar a vitória de Biden e minar a confiança do público no processo eleitoral norte-americano.

A equipe eleitoral de Trump tem entrado com ações legais que buscam anular os resultados em vários estados. (Photo: REUTERS/Carlos Barria)
A equipe eleitoral de Trump tem entrado com ações legais que buscam anular os resultados em vários estados. (Photo: REUTERS/Carlos Barria)

A recusa de Trump de aceitar o resultado da eleição de 3 de novembro travou o processo de transição para um novo governo. A agência federal que normalmente liberaria fundos para um presidente eleito, a Administração de Serviços Gerais, ainda não reconheceu Biden como o vencedor.

Seu escolhido como chefe de gabinete, Ron Klain, disse ao canal MSNBC na quinta-feira que receber os fundos de transição é importante, dado que o governo dos EUA lançará uma campanha de vacinação contra o coronavírus no início do ano que vem.

“Quanto mais cedo conseguirmos colocar nossos especialistas em transição em reuniões com o pessoal que está planejando a campanha de vacinação, mais suave pode ser uma transição de uma presidência Trump para uma presidência Biden”, explicou Klain.

Biden deve se encontrar novamente com os conselheiros de transição nesta sexta-feira enquanto elabora sua abordagem para a pandemia e se prepara para revelar seus principais indicados, incluindo membros do gabinete.

A maioria dos republicanos apoiou publicamente o direito de Trump de recorrer aos tribunais e se recusou a reconhecer Biden como vencedor, mas figuras do partido disseram que o democrata deveria ser tratado como presidente eleito e vários senadores disseram que Biden deveria receber informes de inteligência.

Isolado, Bolsonaro ironiza vitória de Biden e Mourão apazigua

(Photo: Adriano Machado / Reuters)
(Photo: Adriano Machado / Reuters)

O vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), disse na última sexta-feira (13) que a vitória do democrata Joe Biden nas eleições americanas está “cada vez mais sendo irreversível”.

A declaração de Mourão vai na contramão da posição adotada pelo presidente Jair Bolsonaro, que mesmo após seis dias, ainda não reconheceu a vitória do democrata nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

“Como indivíduo, eu julgo que a vitória do Joe Biden está cada vez mais sendo irreversível”, afirmou Mourão nesta sexta.

Dias após Biden ter sido declarado vencedor, o presidente Jair Bolsonaro chegou a questionar em comentário a apoiadores o resultado das eleições americanas.

Em conversas com apoiadores no Palácio da Alvorada, transmitida pelas redes sociais, Bolsonaro perguntou a um simpatizante se estava acompanhando as eleições de lá. “Qual a tua opinião das eleições americanas?”, questionou.

Em resposta, um dos apoiadores disse que estava triste, ainda chorando, porque era a favor de Trump. Ao que Bolsonaro replicou: “Mas já acabou, já acabaram as eleições?”, esboçando um riso no rosto e depois posar para fotos.

O presidente ―defensor fervoroso da reeleição do republicano Donald Trump― ainda não reconheceu a vitória de Biden.

Neste domingo (15), utilizando máscara de proteção facial, Bolsonaro votou no Rio de Janeiro em uma seção eleitoral em área militar, cercado por um forte esquema de segurança.

O presidente chegou ao local pouco depois das 10h e foi recepcionado por eleitores que o aguardavam atrás de um corredor de grades montado para evitar uma aproximação maior.

A segurança no local contou com seguranças, militares, cães e até detectores de metal. O presidente conversou rapidamente com eleitores e tirou fotos antes de entrar na seção eleitoral, quando pegou uma criança no colo. Ficou poucos minutos e na saída voltou a conversar e tirar fotos com os eleitores.

Bolsonaro deixou o local sem dar entrevistas e seguiu para uma agenda privada. A imprensa não pôde acompanhar de perto o voto do presidente e ficou em uma área reservada e cercada por grades.

A tarde ele volta a Brasília para acompanhar de lá a apuração da votação.

No Rio, Bolsonaro apoia o candidato à reeleição Marcelo Crivella (Republicanos), que disputa uma vaga para o segundo turno com Benedita da Silva (PT) e Martha Rocha (PDT). O ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) lidera com folga as pesquisas de intenção de voto.

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Este artigo apareceu originalmente no HuffPost Brasil e foi atualizado.

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