TSE acata pedido de Bolsonaro e proíbe atos políticos no Lollapalooza

Pabllo Vittar segura toalha com rosto de Lula no Lollapalooza 2022 - Foto: Reprodução/Multishow
Pabllo Vittar segura toalha com rosto de Lula no Lollapalooza 2022 - Foto: Reprodução/Multishow
  • O TSE entendeu que Pabllo Vittar fez campanha eleitoral antecipada para o ex-presidente Lula

  • No Lollapalooza, cantora gritou "Fora, Bolsonaro" e levantou uma toalha com o rosto do líder do PT

  • Tribunal acatou parcialmente pedido da campanha de Jair Bolsonaro e proibiu atos políticos no Lolla

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entendeu que Pabllo Vittar fez campanha eleitoral antecipada para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante show no Lollapalooza 2022, na última sexta-feira (25), e estipulou multa de R$ 50 mil para a organização do festival se houver outras manifestações do tipo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A decisão do ministro Raul Araújo que classificou como propaganda eleitoral os atos das cantoras Pabllo Vittar e Marina foi tomada no último sábado e acata parcialmente um pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL). Cabe recurso.

"Defiro parcialmente o pedido de tutela antecipada formulada na exordial da representação, no sentido de prestigiar a proibição legal, vedando a realização ou manifestação de propaganda eleitoral ostensiva e extemporânea em favor de qualquer candidato ou partido político por parte dos músicos e grupos musicas que se apresentem no festival, sob pena de multa de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) por ato de descumprimento, a ser suportada pelos representados, até ulterior deliberação desta Corte", diz a decisão.

Os advogados também solicitaram condenação do Lollapalooza por propaganda eleitoral antecipada, o que não ocorreu.

No Lollapalooza, Pabllo Vittar encerrou sua apresentação gritando "Fora, Bolsonaro" e correu para a plateia, tomando de um fã uma toalha com o rosto de Lula. Marina, nascida no País de Gales, gritou "Fuck you, Bolsonaro" (Vá se f..., Bolsonaro"). Emicida e outros artistas também protestaram contra o presidente.