TSE cancela convite para UE observar eleições após objeção do governo, dizem fontes

Urnas eletrônicas em Manaus

Por Anthony Boadle e Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou o convite que havia feito para que representantes da União Europeia acompanhassem como observadores as eleições de outubro, após reclamações do governo do presidente Jair Bolsonaro sobre a presença desse tipo de missão diplomática durante o pleito, disseram nesta terça-feira duas fontes com conhecimento do assunto à Reuters.

Uma das fontes disse que foi informada pelo tribunal que o pedido de missão da UE "não está mais na mesa". Procurado, o TSE não respondeu de imediato a pedido de comentário.

A informação do recuo do TSE e do cancelamento do convite à UE foi divulgada primeiramente pelo site Nexo.

No mês passado, a Reuters havia revelado que em março o TSE tinha feito pela primeira vez um convite para a União Europeia ser observadora das eleições deste ano. Posteriormente, o Itamaraty divulgou um comunicado em que mostrou desagrado do governo com o convite feito pelo TSE.

Na semana passada, em tom de ironia e após fazer novos ataques ao sistema de votação, Bolsonaro disse que se quer dar "ar de legalidade" ao processo eleitoral ao convidar observadores internacionais, que, segundo ele, ficariam apenas olhando.

"Que observação é essa? Que legalidade? Com que segurança podem dizer que aconteceu as eleições?", questionou.

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