Michelle Bolsonaro: TSE confirma veto a peças eleitorais com primeira-dama

Propagandas com a primeira-dama Michelle Bolsonaro visam atrair eleitorado feminino - Foto: REUTERS/Adriano Machado
Propagandas com a primeira-dama Michelle Bolsonaro visam atrair eleitorado feminino - Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • TSE confirma duas decisões que suspendem propagandas eleitorais com Michelle Bolsonaro;

  • Primeira-dama aparecia em 100% do tempo, sendo que participação de apoiadores é limitada a 25%;

  • Decisões originam-se das ações apresentadas pelas campanhas de Lula e Ciro Gomes.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, por unanimidade, mais duas decisões que obrigam a suspensão de propagandas eleitorais em que Michelle Bolsonaro, esposa de Jair Bolsonaro (PL), aparece em 100% do tempo. De acordo com a legislação, a participação de apoiadores é limitada a 25% da peça publicitária.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

A estratégia de destacar a primeira-dama foi adotada com o objetivo de aproximar Bolsonaro do eleitorado feminino e reduzir sua rejeição entre essa parcela da população. De acordo com a última pesquisa do Ipec, o presidente caiu três pontos entre as mulheres; enquanto tinha 29% de aprovação no final de agosto, agora aparece com 26%.

Em ambas as decisões, o ministro relator Paulo de Tarso Sanseverino escreveu: "A participação da primeira-dama Michelle Bolsonaro ocorreu em 100% do tempo das inserções na propaganda eleitoral gratuita e na condição de apoiadora, pois foi realizada com o objetivo de transferir prestígio e apoio ao representado, distanciando-se, portanto, da condição de mera apresentadora, ou seja, de pessoa que se limita a emprestar sua voz e imagem, sem acrescentar qualquer juízo de valor sobre a candidatura."

O julgamento foi no plenário virtual, em que os ministros votam pelo sistema eletrônico da Corte, sem se reunirem. As confirmações são frutos das ações apresentadas pela campanha de Lula (PT) e de Ciro Gomes (PDT). Na semana passada, o TSE confirmou outras duas decisões semelhantes, suspendendo propagandas em que apenas Michelle aparecia. Elas foram tomadas a pedido das campanhas de Lula e de Simone Tebet (MDB).