TSE dá 15 dias para Bolsonaro apresentar provas de fraude contra urna eletrônica

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - JUNE 19: President of Brazil Jair Bolsonaro attends a military flag oath ceremony at Escola Naval on June 19, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. Bolsonaro is facing a probe for pandemic mismanagement as the country approaches the half million victims of COVID-19. Today large anti-Bolsonaro demonstrations have been called around the country. (Photo by Wagner Meier/Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro já declarou diversas vezes que houve fraude nas eleições de 2018, mas nunca apresentou provas (Foto: Wagner Meier/Getty Images)
  • TSE deu 15 dias para Bolsonaro comprovar suposta "fraude" na urna eletrônica na eleição de 2018

  • Bolsonaro já repetiu diversas vezes que deveria ter sido eleito em primeiro turno, mas nunca apresentou provas

  • Bolsonaro luta pela volta do voto impresso no Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral deu 15 dias para que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e outras autoridades comprovem que houve fraudes nas urnas eletrônicas. A decisão foi tomada pelo ministro Luís Felipe Salomão na última segunda-feira (21).

Bolsonaro e outros membros do governo puser em dúvida a lisura do processo eleitoral de 2018, mas nunca apresentaram provas. Segundo o presidente, ele teria vencido no primeiro turno.

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No último dia 9, quando esteve em Anápolis, Goiás, Bolsonaro reforçou a acusação. “Eu fui eleito no primeiro turno. Eu tenho provas materiais disso, mas o sistema, a fraude que existiu sim, me jogou para o segundo turno”, declarou.

“Outras coisas aconteceram e eu só acabei ganhando porque tive muito voto e algumas poucas pessoas que entendiam de como evitar ou inibir que houvesse a fraude naquele momento”, disse o presidente da República, sem apresentar qualquer prova.

O ministro Luís Felipe Salomão pediu que fosse instaurado um procedimento administrativo para apurar se há elementos concretos para comprovas possíveis irregularidades em eleições anteriores.

O presidente Jair Bolsonaro tenta pautar a volta do voto impresso na Câmara dos Deputados. Para isso, conta com a ajuda do presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL). Caso a medida não seja aprovada, Bolsonaro fez ameaças e disse que haverá uma “convulsão social” no país.

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