TSE diz que alegações do PL sobre urnas são "inequivocadamente falsas"

Presidente do TSE, Alexandre de Moraes usou relatório para frear tentativa do PL - Foto: REUTERS/Adriano Machado
Presidente do TSE, Alexandre de Moraes usou relatório para frear tentativa do PL - Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • TSE classificou como falsas as argumentações do PL sobre possível comprometimento de urnas eletrônicas

  • Laudo técnico foi usado por Alexandre de Moraes para barrar a tentativa de Jair Bolsonaro de mudar o resultado das eleições

  • Segundo presidente do PL, mais de 250 mil urnas não tinham número de patrimônio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu, em relatório produzido pela área técnica, que as alegações do PL sobre um suposto "comprometimento" de algumas urnas eletrônicas são "inequivocadamente falsas".

O documento produzido pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente da Costa, foi utilizado como base pelo presidente do órgão, Alexandre de Moraes, ao barrar a mais nova tentativa do presidente Jair Bolsonaro (PL) de alterar o resultado da última eleição.

Segundo informações do blog de Fausto Macedo no site do Estadão, o laudo de 16 páginas foi produzido por especialistas do TSE para esclarecer o "conjunto de informações equivocadas" apresentadas pelo PL. Ainda segundo o documento, não há motivo para "invalidar ou levantar suspeição sobre as votações registradas nas urnas de modelos 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015".

Ainda segundo a avaliação do TSE, as alegações do partido de Bolsonaro "não encontram respaldo nos fatos" e são "interpretações equivocadas que não prosperam frente às reais funcionalidades do processo eletrônico de votação".

Entenda o ocorrido

Presidente do PL, Valdemar da Costa Neto pediu a anulação dos votos de mais de 250 mil urnas eletrônicas, alegando que elas estariam comprometidas. Segundo ele, os equipamentos fabricados antes de 2020 teriam um problema com o número de patrimônio, que causaria impossibilidade de controle dos votos depositados nela.

“Pelo estudo que nós fizemos, tem várias urnas que não podem ser consideradas. São as urnas de 2020 pra baixo, as urnas antigas, todas elas têm o mesmo número, não têm patrimônio, não tem como controlar a urna”, disse em vídeo divulgado nas redes sociais.

Na mesma filmagem, Valdemar alegou ter documentos registrados em cartório que comprovariam os argumentos e avisou que os levaria ao TSE. Ele não apresentou, porém, a suposta documentação.