TSE diz que mais 2 milhões de eleitores jovens tiram título de eleitor este ano

Jovem mostra documento para registro eleitoral, em São João de Meriti (RJ)

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil ganhou mais 2 milhões de eleitores jovens desde o início do ano, um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período de 2018, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin.

“Entre janeiro e abril deste ano o país ganhou 2.042.817 novos eleitores entre 16 e 18 anos, que no dia 2 de outubro comparecerão às urnas para exercer o nobre e digno direito do voto”, disse Fachin, ao atribuir esse acréscimo se deve à mobilização encabeçada pelo tribunal que teve adesão espontânea da sociedade --celebridades como a cantora Anitta e mesmo atores de Hollywood contribuíram para animar os mais jovens.

O presidente do TSE afirmou que o balanço ainda é parcial e que ainda está na fase de processamento e resposta para se retirar o título de eleitor.

No total, só nos últimos 31 dias foram registrados 8.951.527 pedidos de regularização eleitoral.

O voto é obrigatório a partir dos 18 anos, mas os jovens com 16 ou 17 anos no dia da eleição terão a opção de votar se tiraram o título de eleitor até o dia 4 de maio.

No balanço, Fachin disse que a Justiça Eleitoral "não medirá esforços para realizar eleições limpas, transparentes, com paz e segurança".

O presidente Jair Bolsonaro tem feito ataques a Fachin e ao sistema de votação, colocando em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas sem apresentar evidências das alegações.

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