TSE estuda atender demandas das Forças Armadas para diminuir tensão

TSE quer aplacar tensões com as Forças Armadas e, por isso, vai atender demandas dos militares (Foto: Ton Molina/Getty Images)
TSE quer aplacar tensões com as Forças Armadas e, por isso, vai atender demandas dos militares (Foto: Ton Molina/Getty Images)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda atender demandas feitas pelas Forças Armadas em relação à segurança do sistema eletrônico de votação. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Com altos níveis de tensão entre o Ministério da Defesa e o TSE, permeados por acusações sem problemas do presidente Jair Bolsonaro (PL), a Corte entende que atender aos questionamentos, mesmo que de forma parcial, possa ajudar a melhorar o ambiente.

Recentemente, um militar foi excluído do grupo de trabalho TSE que fiscalizava o processo eleitoral. A decisão, tomada pelo ministro Edson Fachin, foi tomada após a revelação de que o homem divulgava mentiras sobre as urnas eletrônicas em redes sociais.

Segundo o Estadão, para melhorar a relação, o Tribunal Superior Eleitoral pensa em acabar dois de três pedidos feitos pelos militares.

A primeira medida que o TSE tomará será publicar arquivos de dados de boletins de urnas, que registram os votos de cada um dos aparelhos de votação. A decisão é inédita. Todos os boletins de urna estarão disponíveis online, o que criará uma base de dados na internet, para que qualquer um possa acessar.

Dessa forma, a contagem de votos em tempo real estará disponível para toda a população – e também para os militares, que querem realizar uma “apuração paralela”.

Outra demanda dos militares, que será parcialmente atendida, é que a nova urna eletrônica, modelo 2020 que será usada este ano pela primeira vez, seja submetida a um teste de integridade pública. A avaliação, originalmente, levaria de dois a três meses, o que impediria a realização do processo a tempo.

Para atender ao pedido dos militares, o TSE vai submeter a nova urna a uma análise técnica feita pela Universidade de São Paulo. A Escola Politécnica fará um laudo sobre a confiabilidade do aparelho.

Um terceiro pedido feito pelos militares era um teste da urna no dia da votação em sessões eleitorais e com participação dos eleitores. O Tribunal Superior Eleitoral, no entanto, entende que a demanda é inviável, por questões logísticas. Os testes continuarão sendo feitos por amostragem, nos Tribunal Regionais Eleitorais.