TSE manda Bolsonaro excluir vídeos do discurso na ONU

Em discurso na ONU, Bolsonaro ignorou a questão da fome e disse que a pobreza diminuiu no país. Decisão do ministro do TSE determinou a exclusão dos vídeos do ato. (Foto: Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images)
Em discurso na ONU, Bolsonaro ignorou a questão da fome e disse que a pobreza diminuiu no país. Decisão do ministro do TSE determinou a exclusão dos vídeos do ato. (Foto: Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images)
  • Ministro do TSE determina que campanha de Bolsonaro exclua vídeos do discurso dele na ONU;

  • Proibição do material em campanha já havia sido feita;

  • Por outro lado, Benedito Gonçalves negou o pedido de remoção dos conteúdos do site da TV Brasil.

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (23) que a campanha de Jair Bolsonaro (PL) exclua das redes sociais os vídeos do discurso do presidente na Assembleia Geral da ONU, na última terça-feira (20).

Segundo Gonçalves, Bolsonaro participou do evento na condição de chefe de Estado e é necessário garantir a isonomia entre os candidatos. No começo da semana, o ministro já havia proibido a exploração do discurso em campanha, mas agora atendeu a um pedido de investigação feito pela coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Por outro lado, salientei que pertencia à arena pública o debate quanto à opção feita pelo Chefe de Estado para ocupar um tempo de fala que é honrosa e tradicionalmente reconhecido ao Brasil. Consideradas essas diretrizes, mostra-se necessária a remoção do vídeo das redes sociais utilizadas pelo candidato à reeleição para realizar sua propaganda, a fim de fazer cessar os impactos anti-isonômicos do material produzido a partir de ocasião somente acessível ao atual Chefe de Estado”, escreveu.

Gonçalves, no entanto, não atendeu ao pedido de excluir os vídeos do site da TV Brasil, empresa pública de comunicação controlada pelo governo federal que fez a transmissão oficial do evento. A medida, para ele, seria “incabível”.

“A emissora realizou cobertura protocolar, apenas informando aos telespectadores o contexto originário do discurso. Trata-se de ato oficial, cujo registro histórico se mostra relevante, inclusive para propiciar o acesso à informação acerca de fato já notório, amplamente discutido na imprensa”, concluiu.

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