TSE nega por unanimidade registro de candidatura presidencial de Roberto Jefferson

Roberto Jefferson

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negaram nesta quinta-feira, por unanimidade, o registro de candidatura à Presidência da República pelo PTB do ex-deputado federal Roberto Jefferson, dando 10 dias para que o partido substitua o nome para concorrer ao Palácio do Planalto.

Os magistrados concordaram com pedido apresentado pelo Ministério Público Eleitoral segundo o qual Jefferson está inelegível até dezembro de 2023. Ele foi condenado por corrupção no julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e enquadrado na Lei da Ficha Limpa, mesmo tendo sido beneficiado por um perdão judicial em 2016.

Por essa mesma alegação, o ministro Carlos Horbach, do TSE, já havia determinado há duas semanas a suspensão de recursos do fundo partidário para custear a campanha de Jefferson.

Um dos principais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que é candidato à reeleição, Jefferson chegou a ser preso preventivamente no ano passado por ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo não sendo mais presidente do PTB, o ex-deputado é uma das figuras mais influentes na legenda, que abriga uma série de bolsonaristas ou simpatizantes do presidente, como o deputado federal Daniel Silveira, que recebeu indulto de Bolsonaro após ter sido condenado pelo Supremo, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados e condenado pela Lava Jato, Eduardo Cunha --ex-MDB fluminense que agora quer voltar a ser deputado por São Paulo.