TSE nega remoção de site que critica a forma com que Bolsonaro trata as mulheres

Ministra do TSE destaca que matérias jornalísticas são “verificadas e de amplo conhecimento da sociedade” a respeito dos atos de Bolsonaro. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Ministra do TSE destaca que matérias jornalísticas são “verificadas e de amplo conhecimento da sociedade” a respeito dos atos de Bolsonaro. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • TSE nega remoção da página 'Mulheres com Bolsonaro?';

  • Site reúne matérias jornalísticas que criticam a forma com que o presidenciável trata as mulheres;

  • Pedido foi feito pela campanha de Bolsonaro, que entende que publicações ferem a imagem dele.

A ministra Maria Claudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou o pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para retirar do ar a página “Mulheres com Bolsonaro?”. O site apresenta uma série de críticas sobre a forma com que o candidato à reeleição trata as mulheres.

Segundo os advogados do presidenciável, as publicações têm a intenção de associar o presidente ao ódio às mulheres, o que supostamente fere sua honra e imagem. No entanto, a ministra afirmou que a página conta com oito matérias jornalísticas “verificadas e de amplo conhecimento da sociedade”.

"O site não apresenta conteúdo eleitoral, pois em nenhum lugar faz menção ao pleito vindouro, mas tão somente colaciona matérias jornalísticas, já divulgadas em diversos veículos de imprensa, relacionadas a acontecimentos de conhecimento público dos quais tomou parte o candidato Jair Messias Bolsonaro", escreveu Bucchianeri.

Quem acessa a página encontra notícias, de diferentes portais jornalísticos, em que o atual presidente ofende o público feminino. Entre elas, está o episódio em que o candidato diz que Maria do Rosário não merece ser estuprada porque é feia, o veto à distribuição gratuita de absorventes e a defesa do assassino de uma deputada.

Na decisão, a ministra também aponta que as matérias “muito embora possam ser tidas como desabonadoras ao candidato, não fazem nenhuma referência às eleições”. "Em verdade, tenho para mim que o site ora impugnado funciona como instrumento de canalização de eventuais críticas ao atual Presidente da República, em especial no que concerne às mulheres”.

Assim, ela conclui dizendo que inexistem “fundamentos que legitimem a interferência desta Justiça Eleitoral sobre o site impugnado”.

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