TSE proíbe campanha de Lula de impulsionar vídeos criticando Bolsonaro no Youtube

Decisão do TSE atende, parcialmente, ao pedido feito pela campanha de Bolsonaro (REUTERS/Amanda Perobelli)
Decisão do TSE atende, parcialmente, ao pedido feito pela campanha de Bolsonaro

(REUTERS/Amanda Perobelli)

  • Ministra do TSE proíbe campanha de Lula de impulsionar vídeos que atacam Jair Bolsonaro;

  • Justiça Eleitoral determina que propagandas negativas não podem ser impulsionadas na internet;

  • Nos vídeos, são citadas denúncias de corrupção no atual governo e declarações durante a pandemia.

A ministra Maria Claudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de impulsionar propagandas eleitorais no Youtube que atacam o adversário e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a Justiça Eleitoral, só podem ser impulsionados na internet os conteúdos que tenham como finalidade "promover ou beneficiar candidatos e suas agremiações". Isso não inclui a realização de propaganda negativa.

Nos vídeos, a campanha do petista cita casos de corrupção envolvendo o atual governo e os sigilos impostos pelo Executivo em assuntos polêmicos envolvendo Bolsonaro. Em outra peça, o PT critica a atuação do presidente durante a pandemia de Covid-19. Bolsonaro aparece falando que não é coveiro, ao ser indagado sobre o número de mortes pela doença, e é chamado de “desumano”.

"Verifica-se que o conteúdo veiculado no vídeo afigura-se, de fato, inequivocamente negativo, na medida em que apresenta críticas a candidato adversário, qual seja, Jair Messias Bolsonaro, a caracterizar propaganda eleitoral negativa", disse a ministra.

A decisão atende, parcialmente, ao pedido feito pela campanha do atual presidente. Na reta final das campanhas eleitorais, o TSE tem avaliado uma série de solicitações das campanhas dos candidatos à Presidência. Recentemente, negou a exclusão de vídeos que acusam Lula de não ser inocente e determinou a remoção de conteúdos falsos que apontam que o petista quer o fim do agro e desvaloriza os enfermeiros - o que é mentira.

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