TSE recebe 1.972 denúncias de desinformação sobre eleições em três meses

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já recebeu 1.972 denúncias de desinformação sobre as eleições desde o final de junho.

Os dados são referentes às notificações do Sistema de Alerta de Desinformação, plataforma destinada ao envio de notícias danosas que envolvem o processo eleitoral.

A ferramenta permite o envio de publicações que contenham desinformação sobre as urnas eletrônicas, a Justiça Eleitoral, a contagem de votos, entre outros.

Em julho, uma reportagem do portal Metrópoles revelou que 16 dias após o lançamento da plataforma já haviam sido enviadas 83 denúncias. Agora, em média ocorrem 27 notificações por dia.

O Youtube é a plataforma que mais vem sendo indicada nas denúncias. Entretanto, as publicações danosas também vêm sendo apontadas no TikTok, Facebook, Instagram, Twitter, Kwai e Telegram.

Após a denúncia ser recebida pela plataforma, os posts são encaminhados para as plataformas digitais que averiguam o conteúdo e decidem ou pela sua remoção ou pela sinalização de forma a impedir o possível resultado negativo.

O TSE também mantém parceria com agências de checagem, que recebem as publicações suspeitas de espalhar desinformação. Dependendo da gravidade do caso, as denúncias podem ser repassadas ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para adoção de medidas mais severas.

Dados por plataforma

Segundo dados do TSE, o YouTube foi alvo de 1764 denúncias entre 21 de junho e 2 de setembro. Em seguida, aparecem Facebook (82), Twitter (80) e demais plataformas: Instagram (24), TikTok (12), Kwai (9) e Telegram (1).

Entre as publicações, destacam-se posts de autoridades, como um do presidente Jair Bolsonaro (PL) que questiona a confiabilidade das urnas eletrônicas. O conteúdo, publicado em 2017, continua no ar. Os deputados federais Filipe Barros (PL), Marco Feliciano (PL) e Bia Kicis (PL) também estão entre os denunciados.