TSE rejeita pedido de Bolsonaro para tirar vídeo de campanha de Lula do ar

Pedido do partido do presidente Jair Bolsonaro de que vídeos da campanha de Lula fossem apagados foi negado pelo TSE (Foto: SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)
Pedido do partido do presidente Jair Bolsonaro de que vídeos da campanha de Lula fossem apagados foi negado pelo TSE (Foto: SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)

No domingo (4), o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou um pedido do partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) para retirar peças publicitárias da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do ar. A decisão foi tomada pela ministra Carmen Lúcia.

Segundo informações do portal Uol, no vídeo da campanha do petista, divulgado nas redes sociais, há críticas contra Bolsonaro pela condução da pandemia de covid-19 e o presidente é chamado de genocida.

Na decisão, a ministra argumenta que as críticas feitas a Bolsonaro estão dentro do que resguarda o direito à liberdade de expressão.

“Há de se registrar, na linha do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal, que o direito fundamental à liberdade de expressão não se direciona somente a proteger as opiniões supostamente verdadeiras, admiráveis ou convencionais, mas também aquelas que são duvidosas, exageradas, condenáveis, satíricas, humorísticas, bem como as que não são compartilhadas pela maioria”, justificou Carmen Lúcia na decisão revelada pelo Uol.

Essa é a segunda ação impetrada pelo PL rejeitada por Carmen Lúcia. A primeira foi sobre uma acusação contra Lula por propaganda eleitoral antecipada, o que teria acontecido em 21 de julho.

Na ocasião, o petista teve um evento com apoiadores e criticou políticas armamentistas de Bolsonaro e empresários ligados ao agronegócio.

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