TSE teme inscrição 'combinada' de mesários bolsonaristas

Celular deve ser deixado com o mesário responsável pela seção de votação.  (Fábio Pozzebom/Agência Brasil)
Celular deve ser deixado com o mesário responsável pela seção de votação. (Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) avalia que grupos de bolsonaristas possam ter combinado para se voluntariarem como mesários na próxima eleição, marcada para o domingo que vem (2).

Este ano, houve recorde de inscrições, passando de 430 mil em 2018 para 830 mil, aumento de 93%. Ao todo, 2 milhões de pessoas trabalharão nas eleições, sendo que 48% são voluntários.

Embora todos os mesários passem por treinamento e sejam repassadas a eles todas as regras sobre o dia do voto, há um receio dos técnicos do TSE de que algumas delas não sejam respeitadas por mesários bolsonaristas, a exemplo da obrigação de o eleitor entregar o celular no momento em que estiver votando.

A decisão foi anunciada no dia 25 de agosto pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE. Ele também determinou que o eleitor será impedido de acessar a urna caso desrespeite a regra. A medida visa garantir o sigilo do voto e evitar fotos ou gravações da urna eletrônica.

As informações são do portal Metrópoles e UOL.

Menção ao termo cresce no Telegram

Grupos de bolsonaristas têm feito mais referências ao termo “mesários” em conversas no aplicativo Telegram. Enquanto em janeiro a palavra foi mencionada apenas 2 vezes, em agosto apareceu 163. Antes, só havia números acima dos dois dígitos em abril e maio, mês em que foi encerrada a inscrição voluntária de mesários. Bolsonaristas fizeram um movimento em favor da inscrição de mesários, porém a ação não ganhou força na rede pró-presidente da República.

Os 121 grupos formados por apoiadores de Bolsonaro (PL) são mapeados pelo Media Studies, da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos.

"Gente, o mais importante é votar. Ele [Moraes] quer aumentar a abstinência de votos e criar condições para o tumulto. Deixem os celulares em casa ou, então, levem, usem o título digital e deixe a porr* do celular com o mesário", escreve um dos bolsonaristas preocupados com a medida.